O sentimento de que não se consegue realizar o que se deseja,  que não se tem o que se quer,  que não se chega onde se sonha, ou simplesmente, de que não se consegue lidar com o “não” dito de forma clara, carrega uma carga de frustração que atinge todos os seres, desde os mais velhos aos mais jovens.

Entre as crianças é cada vez mais comum escutar-se falar de maus comportamentos, birras, berros e até revolta contra os mais velhos, o que nos garante que a frustração resulta muitas vezes na demonstração incorreta de um sentimento não entendido pela mente ainda egocêntrica da criança.

Pode o ser humano ser ensinado a lidar com a frustração? A frustração é um sentimento de suposta perda de controlo e poder sobre os acontecimentos e como todas a sensações ela pode ser escutada e entendida, levando à transformação da raiva, revolta e paralisia, numa ação resiliente.

Se desde cedo a criança for “confrontada” com o que sente e porque sente, de modo a perceber o que se passa em si, facilmente chegará a uma ação construtiva que o poderá levar a alcançar o objetivo. Desta forma a frustração dará no futuro lugar a um comportamento resiliente, cada vez mais desejável no mundo atual.

Não se pode viver a acreditar que tudo na vida vai correr do jeito que desejamos, mas pode aprender-se a fazer com o que nos acontece seja a base para construir o que queremos…

Da frustração a resiliência vai um longo caminho que pode ser atenuado e impulsionado pelo crescente autoconhecimento e capacidade de lidar com os sentimentos. Ouvir “não” faz parte do caminho, conseguir levantar-se e continuar é apenas um degrau de sabedoria, que se pode aprender a subir à medida que se aprende a caminhar!

iPG

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