foto : Mário Cruz / Lusa

A descida no preço do petróleo, fruto dos sinais positivos que chegam das negociações de paz entre a Ucrânia e a Rússia, pode trazer uma boa notícia aos portugueses na próxima semana, com uma “descida histórica” nos preços dos combustíveis.

Este cenário é admitido por uma fonte do Governo ouvida pelo Correio da Manhã (CM) e pelo presidente da Associação Portuguesa de Empresas Petrolíferas (Apetro), António Comprido.

O preço do barril de petróleo Brent, que serve de referência para o mercado português, situa-se, nesta altura, abaixo dos 100 dólares. Se o valor continuar neste nível até sexta-feira, o Governo espera uma descida no preço do gasóleo de entre 10 a 16 cêntimos por litro, e da gasolina de entre 8 a 12 cêntimos.

“Olhando meramente para o preço das matérias-primas, com certeza que se chegarmos ao fim da semana com um valor médio inferior ao da semana passada, será reflectido” no valor de venda ao consumidor, afirma também ao CM o presidente da Apetro.

Está em causa uma descida de quase 40 dólares no preço por barril de petróleo em poucos dias depois de no início de Março ter chegado aos 139 dólares. Um cenário que está relacionado com a evolução positiva das negociações de paz entre a Ucrânia e a Rússia.

A manterem-se estes valores, seria uma “descida histórica dos preços” dos combustíveis, de acordo com a fonte do Executivo citada pelo CM. Estamos a falar de uma descida tão marcante, de uma semana para a outra, como os sucessivos aumentos de preços a que temos assistido desde o início da guerra na Ucrânia.

A eventual descida de preços acabará por anular o efeito da nova fórmula definida pelo Governo para abater o IVA em excesso ao ISP (Imposto sobre os produtos petrolíferos), de modo a atenuar as subidas verificadas.

O primeiro-ministro António Costa apresentou em Bruxelas, aos parceiros europeus, uma proposta de redução do IVA nos combustíveis de 23% para 13%, o que poderia levar a descidas da ordem dos 15 cêntimos por litro. Esta medida “pesa muito” e, por isso, seria “bem–vinda”, como refere António Comprido ao CM.

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