Uma equipa de investigadores do Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC) descobriu o gene que controla o desenvolvimento do tronco, o que pode abrir caminho para a regeneração da medula espinal em caso de lesão.
 

O gene em causa chama-se Oct4, e, quando ativado durante mais tempo, em cobaias, faz com que as células progenitoras, que se diferenciam noutras células para formar tecidos e órgãos, continuem a ‘construir’ o tronco.

Segundo a equipa, o mesmo gene, que também existe nos humanos, explica por que motivo as cobras têm um esqueleto tão comprido – o Oct4 mantém-se ativo durante um longo período na fase de desenvolvimento do embrião.

O investigador Moisés Mallo, que lidera o grupo, disse que talvez se possa “encontrar as condições experimentais”, em culturas de células humanas que reproduzam o mecanismo “e escolher, dentro das que fazem o troco, as que fazem a medula, e que possam reparar uma lesão”.

A ideia será investigar se o Oct4 pode ser utilizado para “expandir as células que formam a medula espinal” e ver se é possível regenerá-la em caso de dano.

As conclusões da investigação, realizada pelo IGC, em colaboração com a Universidade da Florida, nos EUA, foram publicadas na revista Developmental Cell.

O grupo de Moisés Mallo foi contemplado, em 2014, com o Prémio Melo e Castro, da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, com o qual se propôs estudar as características das células progenitoras da medula espinal.

O objectivo é conseguir multiplicar estas células em laboratório para, eventualmente, regenerar tecidos danificados em doentes paraplégicos ou tetraplégicos, de modo a que estes possam recuperar movimentos.

/Lusa

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