FOTO. ZAP // Tiago Petinga / Lusa //

O Governo vai limitar as deslocações dos portugueses durante o período de Páscoa aos concelhos de residência de permanência.

De acordo com o Jornal de Notícias, que avança a notícia esta quinta-feira, entre a véspera da sexta-feira Santa (9 de abril) e a segunda-feira seguinte (13 de abril), os portugueses só se poderão deslocar no concelho da sua residência permanente.

As únicas exceções são para quem autorização para trabalhar.

Segundo o matutino, esta é uma das medidas que será anunciada pelo primeiro-ministro, António Costa, no âmbito da renovação do estado de emergência, que deverá ser oficializada ainda esta quinta-feira pelo Presidente da República.

Além da medida de confinamento dos cidadãos aos seus concelhos de residência, o Governo vai também limitar a duas pessoas a capacidade de transporte em veículos ligeiros para cinco lugares, exceção feita a familiares diretos.

Um veículo com novo lugares, por exemplo, será poderá transportar três pessoas.

“Esta medida vai vigorar durante o período de renovação do estado de emergência, ou seja, 15 dias”, adiantou à agência Lusa a mesma fonte do executivo, embora advertindo que os detalhes desta limitação serão transmitidos mais tarde.

Outras medidas deverão ser anunciadas na tarde desta quinta-feira, ainda antes de o líder do Executivo reunir com Marcelo Rebelo de Sousa.

Este estado de exceção, recorde-se, dá mais poder ao Governo, permitindo-lhe aplicar mais medidas, algumas das quais poderão ser mais restritivas.

No Programa da Cristina, na SIC, António Costa deixou já no ar que o Governo vai apertar “um bocadinho” mais as medidas para travar a propagação do vírus, deixando um especial apelo aos emigrantes para que não regressem na Páscoa.

O mesmo apelo foi esta quinta-feira deixado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros: “Há uma bela tradição em Portugal, que é milhares de imigrantes nos visitarem, regressarem temporariamente a suas casas, às suas terras de origem, para ver os seus e as suas famílias. Mas este ano isso não pode acontecer”, assinalou Augusto Santos Silva, numa mensagem em formato vídeo publicado na plataforma social Twitter

“A pandemia a isso obriga”, acrescentou o governante.

// ZAP

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