Vírus é da família dos que causam a Síndrome Respiratória Aguda Severa e tem aparecido sobretudo na Península Arábica.

A Direcção-Geral da Saúde aconselha os cidadãos que viajarem para a Península Arábica a terem cuidados redobrados com a higiene das mãos e a evitarem o contacto com animais, para prevenir o coronavírus, um vírus potencialmente fatal.

O coronavírus, da família dos vírus que causam a Síndrome Respiratória Aguda Severa (SARS), causou a morte a cinco pessoas na Arábia Saudita, anunciou na madrugada desta quinta-feira o Ministério da Saúde daquele país. O novo coronavírus infecta mais rapidamente as células dos pulmões do que o vírus que causou a pneumonia atípica em 2002 e 2003, na China, e matou na altura perto de 774 pessoas, segundo revelou um estudo publicado em Fevereiro na revista mBio, da Sociedade Americana para a Microbiologia.

Os sintomas desta pneumonia atípica são febre, tosse, dificuldade de respirar e falta de ar. Os primeiros sintomas aparecem dez dias depois de se contrair a doença, de acordo com o que se sabe. O novo coronavírus está mais próximo de um coronavírus encontrado nos morcegos, que são, para já, uma potencial fonte primária do novo surto.

Confrontada com esta notícia, a subdirectora-geral da Saúde, Graça Freitas, disse à Lusa que “os casos de doença têm estado circunscritos à Península Arábica e, embora esses doentes saiam para outros países europeus, contraem a doença na Península Arábica, o que indica que não há transmissão pessoa a pessoa”.

O vírus já provocou a morte a 16 pessoas no mundo, nove das quais na Arábia Saudita, e foi detectado pela primeira vez em 2012. “Haverá alguma circunstância animal ou alguma contaminação ambiental que poderá estar a provocar a doença na Península Arábica, nomeadamente na Arábia Saudita, e nada indicia que haja transmissão pessoa a pessoa”, reforçou Graça Freitas.

Além das mortes comunicadas, há duas pessoas internadas nos cuidados intensivos de um hospital saudita, de acordo com a AFP. “As recomendações que fazemos, nós e a Organização Mundial de Saúde, são as habituais para as pessoas que fazem viagens para países diferentes dos da Europa: que tenham de facto cuidado, que não contactem com os animais, que tenham medidas de higiene adequadas, nomeadamente lavagem das mãos, medidas de higiene respiratória se eventualmente tiverem problemas respiratórios, que contactem de imediato um médico se voltarem com algum sintoma, refiram que fizeram uma viagem e em que país estiveram”, explicou.

Graça Freitas indicou que não há qualquer restrição à circulação de pessoas e bens, em função do novo vírus. “Os casos da Europa vieram para ser tratados na Europa, não aconteceram na Europa. Foram pessoas que adoeceram na Península Arábica e que depois voltaram ou foram enviadas para países europeus para serem tratadas e onde estiveram internados, mas na Europa não aconteceu nenhum caso”, frisou.

As cinco mortes anunciadas esta madrugada ocorreram na província de Al Ihsa e as autoridades de saúde locais garantem que foram adotadas “todas as medidas de prevenção necessárias” para evitar a propagação do vírus.

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