A ex-presidente brasileira Dilma Rousseff, destituída em 2016, admitiu vir a candidatar-se a um lugar de senadora ou deputada e afirmou numa entrevista este sábado divulgada, que nunca deixará de fazer política.

 “Não deixarei nunca de fazer política (…) Não afasto a possibilidade de uma candidatura a lugares como senadora ou deputada“, disse Dilma Rousseff em entrevista à agência noticiosa francesa (AFP), cerca de seis meses após ter sido destituída da presidência pelo parlamento devido à “maquilhagem” das contas públicas.

Dilma Rousseff, 69 anos, integrou a resistência marxista durante a ditadura (1964-1985), disputou duas eleições presidenciais, que venceu, em 2011 e 2014, sob a bandeira do Partido dos trabalhadores (PT).

Foi a primeira mulher a presidir ao Brasil, mas não aufere nenhuma pensão de reforma de ex-chefe de Estado, vivendo de uma reforma de 5.300 reais (cerca de 1.700 dólares) que lhe foi atribuída por ter sido funcionária pública do Rio Grande do Sul.

Herdeira política do antigo presidente Luiz Inacio Lula da Silva (2002-2010), que passou de símbolo da esquerda latino-americana a protagonista de escândalos de corrupção, Dilma Rousseff assegurou na entrevista que, enquanto presidente, não tinha conhecimento do caso de corrupção da Petrobras, que envolvia várias figuras políticas do seu partido.

// Lusa

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