Um grupo de rapazes filmou um adolescente a agredir um colega, num balneário de uma escola, e as imagens foram divulgadas no Facebook por um canal de televisão das Honduras, onde tudo aconteceu. Mas o caso está a gerar indignação por todo o mundo.

O vídeo publicado na página do Facebook da HCH Television Digital mostra um adolescente a agredir um colega mais pequeno, no balneário de um colégio privado das Honduras, perante a passividade de vários outros miúdos, que assistem a tudo.

O agressor veste ironicamente, uma camisola do Barcelona com o patrocínio da UNICEF, a organização das Nações Unidas que tem por missão defender os direitos das crianças.

A agressão aconteceu no passado dia 2 de Setembro e as imagens difundidas estão a assumir repercussão mundial.

No Facebook da HCH, é possível ler vários comentários ao vídeo em português, nomeadamente de utilizadores brasileiros da rede social, que se mostram indignados com o caso.

O rapaz agressor, que é filho de um conhecido empresário hondurenho, Fernando Jaar, ex-presidente da Câmara de Comércio e Indústrias das Honduras, é também alvo de muitos comentários ofensivos.

Diversos meios de comunicação hondurenhos divulgaram supostas respostas do rapaz, através de diferentes contas no Facebook, em que por um lado pedirá desculpas pelo ocorrido e por outro se mostrará em tom ofensivo para quem o critica.

“Não quis faltar ao respeito nem agredir selvaticamente o meu amigo Matamala, mas creio que é justo que percebam que tocou no “traseiro” da minha irmã“, defende-se alegadamente o agressor, numa publicação divulgada pelo Notitotal.com.

A Escola Internacional Sampedrana, onde tudo aconteceu, reagiu ao episódio com um comunicado no Facebook, onde releva que se tratou de “um lamentável episódio isolado” e que “não existe qualquer antecedente da parte de nenhum dos envolvidos”.

Os responsáveis do colégio também criticam a divulgação do vídeo nas redes sociais, nomeadamente por estar em causa a identidade e a defesa da privacidade de crianças, e anunciam que vão apresentar um processo contra os autores dessa divulgação.

O colégio recusa também a ideia de que esteja em causa um acto de bullying, considerando que o adolescente agressor reagiu a “um incidente prévio que ocorreu contra um familiar” de um dos envolvidos.

Manifestando “oposição total e contundente” às agressões, o colégio também refere que já aplicou “as sanções disciplinares correspondentes” e que tratou de conceder aos dois miúdos “a assistência necessária para apoiá-los na atenção da sua saúde emocional”.

ZAP

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