Na festa de apresentação aos sócios, o FC Porto não foi além de um nulo diante do Nápoles.

O Estádio do Dragão vestiu-se a rigor para receber o novo Porto, este ano com um novo slogan – “Sem Igual” – mas o que se viu em campo foi um FC Porto muito igual ao da época passada, isto é, uma equipa lenta e previsível.

A festa começou com a tradicional dança do Dragão, com o técnico Julen Lopetegui a acordar e abençoar o mesmo, seguindo-se depois o desfile dos 28 atletas que constituem o plantel (ainda aberto) desta época, com os holofotes apontados para os novos reforços, em particular para Iker Casillas e Pablo Osvaldo, cabendo no entanto a maior ovação do final da tarde a Helton, um verdadeiro símbolo dos Dragões.

Apesar do aspecto feroz, este Dragão ainda não assusta
Apesar do aspecto feroz, este Dragão ainda não assusta

Após o desfile dos novos “Cacau Puro”, lema escolhido pelos portistas para rotular os seus atletas, seguiu-se a partida com o Nápoles. Destaque para a inclusão de 5 reforços no primeiro onze titular apresentado aos sócios: Casillas, Maxi Pereira, Varela (um regresso muito saudado pelos adeptos), Imbula e Cissokho (outro regresso). Embora com o domínio do jogo assegurado, a verdade é que os azuis-e-brancos não conseguiram impor velocidade suficiente para desequilibrar a sólida defesa italiana, tornando o jogo morno e sem emoção. Dos primeiros 45 minutos há a registar duas boas oportunidades de golo para o FC Porto, aos 28′ Herrera em excelente posição cabeceou ao lado e Tello aos 37′ rematou forte mas ao lado, e uma boa oportunidade para o Nápoles em que Casillas se teve de aplicar para evitar o golo napolitano.

Ao intervalo os cerca de 49 mil adeptos mostravam algum desconforto com o nulo do marcador.

No reatar da partida, o FC Porto entrou mais forte e determinado, com mais velocidade na condução da bola a equipa portista tentava oferecer o golo aos seus adeptos, mas o Nápoles reagiu e equilibrou a partida, fruto também das substituições da “praxe” que ocorrem neste tipo de partida.

No final o empate a zero é o espelho do que foi a prestação do Dragão em campo, uma equipa sólida a defender mas que denota falta de criatividade nos processos ofensivos, tornando-se previsível e apostando sempre nos corredores laterais para levar a bola até à área onde existe apenas um homem para finalizar, Aboubakar ou Osvaldo, muito pouco para quem tem a obrigatoriedade de ganhar pelo menos um título esta época.

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