foto: El chino antrax / wikimedia //

Joaquín “El Chapo” Guzmán, o líder do cartel de Sinaloa, não está nada satisfeito com as condições a que está a ser sujeito na prisão de alta segurança em Nova Iorque, nos Estados Unidos.

 Segundo os advogados de Joaquín “El Chapo” Guzmán, o mexicano não teve autorização dos serviços prisionais para que a sua esposa o fosse visitar e até um copo de água lhe foi negado.

O líder do cartel de Sinaloa, de 59 anos, foi extraditado para os Estados Unidos um dia antes da tomada de posse do novo Presidente americano, Donald Trump. Recorde-se que “El Chapo” é conhecido pelas suas fugas arrojadas das prisões mexicanas, por isso, em terreno americano, está sob forte vigilância.

De acordo com uma das advogadas, Michelle Gelernt, as condições a que o seu cliente está a ser sujeito deviam ser revistas porque tem “mostrado bom comportamento”.

Está preso numa cela durante 23 horas por dia e só lhe permitem uma hora de exercício”, relatou aos jornalistas.

Esta sexta-feira, numa audiência realizada num tribunal em Brooklyn, o traficante declarou-se inocente de todos os crimes de que é acusado. O chefe do cartel de Sinaloa é responsável pela entrada de milhares de toneladas de droga nos EUA e de vários outros delitos graves como, por exemplo, sequestros e assassinatos.

A sua esposa, a ex-modelo Emma Coronel,  viajou de propósito do México para estar presente na audiência.

Segundo Gelernt, a mulher, 32 anos mais nova do que Guzmán, também está a passar por uma situação muito difícil. “Foi a primeira vez que viu o marido desde que foi extraditado e, até agora, foi também a única forma de o conseguir ver”, explicou.

A próxima audiência será apenas em maio. “El Chapo”, que chegou a ser considerado o criminoso mais procurado dos EUA e do México, corre o risco de passar o resto de vida atrás das grades.

ZAP // BBC

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