Os ensaios clínicos de uma vacina contra a SIDA iniciam-se dentro de algumas semanas, em Marselha, no sul de França, num grupo de 48 seropositivos voluntários, anunciou hoje o professor Erwann Loret.

“Não é o fim da SIDA”, declarou o investigador na origem da experiência, que pediu prudência.

Loret, que apresentava no Hospital de la Conception, em Marselha, o ensaio clínico autorizado no dia 24 pela Agência Nacional de Segurança do Medicamento, indicou que “o alvo é uma proteína denominada Tat”, para designar “transativação”.

Os primeiros resultados do estudo são esperados dentro de cinco meses.

Os doentes serão vacinados três vezes, com um mês de intervalo, e depois devem parar a triterapia (com três medicamentos) durante dois meses.

“Se no final destes dois meses, a viremia [presença do vírus no sangue] for indetetável”, então o estudo preenche os critérios estabelecidos pela ONUSIDA, precisou o professor Loret, citado pela agência France Presse.

Em caso de sucesso, serão realizados testes com 80 pessoas, metade das quais receberá a vacina e as restantes um placebo.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, em 2011, existiam 34 milhões de pessoas no mundo com o vírus HIV e foram infetadas 2,5 milhões.

Desde a sua descoberta, em 1983, o vírus causou mais de 30 milhões de mortos e calcula-se que 1,8 milhões de pessoas morrem anualmente devido ao HIV/SIDA.

NOTICIA AGÊNCIA LUSA
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