Cerca de dois terços das instituições de ensino superior no nosso país, vêem-se obrigadas a manter o valor das propinas relativamente ao ano anterior, de modo a não perder alunos.

Com a crescente necessidade económica das famílias portuguesas, a maioria dos estabelecimentos de ensino superior tomaram a decisão de não aumentar o valor das propinas, temendo a perda de alunos.

As universidades que executam o valor máximo permitido para as propinas terão de as baixar já no ano letivo que ai vem, devido à inflação negativa registada. Assim, nas universidades de Lisboa, Nova de Lisboa, Coimbra e Aveiro o valor da propina vai baixar, fixando-se nos 1063,47 euros, menos quatro euros que atualmente.

Tendo em conta a realidade económica que o país atravessa, a única universidade que não baixará o valor relativo a frequência universitária, será o Instituto Politécnico de Bragança que justifica o facto pelo aumento do salario mínimo, “Definimos que a propina está indexada ao salário mínimo nacional e, como houve um aumento desse valor, a propina aumentará na mesma proporção”, afirma o vice-presidente Luís Pais.

Das 19 instituições de ensino superior que já definiram as propinas, 12 delas decidiram manter o mesmo valor nas licenciaturas no próximo ano letivo. Também as universidades dos Açores e da Beira Interior, apesar de ainda não ser uma decisão formal, têm a intenção de seguir o mesmo exemplo, mantendo o investimento dos alunos na sua formação, tentando deste modo contrariar o fecho de alguns cursos por falta de alunos, realidade que atinge já 30 licenciaturas que não poderão abrir em 2015/2016.

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