Os especialistas continuam divididos sobre a utilidade do novo Acordo Ortográfico, uns criticando a “inércia política” que explica a demora na aplicação, outros acreditando que esta acabará por não acontecer.

Em declarações à agência Lusa, a propósito da segunda conferência sobre o futuro da língua portuguesa, que se realiza na terça e quarta-feira, na Reitoria da Universidade de Lisboa, o linguista Malaca Casteleiro atribui à “inércia política” à demora na aplicação do Acordo Ortográfico (AO) aprovado em 1990.

“O acordo tem duas componentes, uma é linguística e a outra é política, e a componente política falhou, porque não houve vontade de levar o AO por diante, houve desinteresse, não houve empenhamento, em todos os países”, critica.

Porém, acredita o filólogo e professor universitário, tal não impedirá que o AO venha, efetivamente, a ser aplicado, porque “é bom para a promoção da língua portuguesa no mundo”.

Lusa

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