O secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, confirmou hoje a libertação do jornalista Peter Theo Curtis, sequestrado há quase dois anos na Síria, garantindo que os esforços para libertar outros reféns vão prosseguir.

Washington, 24 ago (Lusa) – O secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, confirmou hoje a libertação do jornalista Peter Theo Curtis, sequestrado há quase dois anos na Síria, garantindo que os esforços para libertar outros reféns vão prosseguir.

“Depois de uma semana marcada por uma tragédia indescritível [o assassínio do jornalista James Foley, atribuído ao grupo extremista Estado Islâmico], estamos aliviados e agradecidos por saber que Theo Curtis está a regressar a casa após tanto tempo nas garras de Jabhat al-Nusra”, congratula-se John Kerry, em comunicado.

“Durante dois anos, este jovem americano foi separado da sua família. Finalmente, regressará a casa”, rejubilou Kerry, destacando que a mãe de Curtis “recusou baixar os braços e trabalha incansavelmente para manter viva a esperança de que este dia pudesse ser uma realidade”.

Kerry disse que, nos últimos dois anos, os Estados Unidos contactaram “mais de duas dezenas de países” que pudessem ter “influência ou margem de manobra para ajudar” a libertar os compatriotas sequestrados na Síria.

Noutro comunicado, a conselheira do presidente Barack Obama para a segurança nacional, Susan Rice, referiu que Curtis “já está a salvo, fora da Síria”, esperando-se que “possa reencontrar-se com a sua família em breve”.

Apesar da “boa notícia” da libertação de Curtis, o caso de James Foley “teve impacto na consciência do mundo”, sublinhou a responsável, garantindo que os Estados Unidos continuarão a “trabalhar incansavelmente” para libertar os outros reféns.

Nem Kerry nem Rice deram mais detalhes sobre a libertação de Curtis, nem sequer confirmaram que o jornalista tenha sido entregue a representantes das Nações Unidas, como foi noticiado pela estação de televisão Al-Jazeera, pouco antes de Curtis ser libertado, e depois confirmado pela própria organização internacional.

Segundo as Nações Unidas, o jornalista, sequestrado na Turquia, quando tentava entrar na Síria, há quase dois anos, foi entregue aos capacetes azuis na localidade de Al-Rafid, na província síria de Quneitra, às 18:40 locais (16:40 em Lisboa).

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