O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, reeleito no 6 de novembro, tem uma delicada missão pela frente: a negociação de um acordo bipartidário que evite o “abismo fiscal” que ameaça levar o país a uma recessão.

Esta sexta-feira, Obama fez um discurso sobre a economia. E falou justamente sobre o chamado “abismo fiscal”, uma série de cortes de gastos e aumentos de impostos automáticos que entrarão em vigor no começo do ano que vem caso não haja acordo no Congresso.

O presidente americano vai lidar com uma Câmara republicana e um Senado democrata, assim como tem feito nos últimos dois anos. Para dar início à maratona de acordos com os republicanos, Obama ligou na noite desta quarta-feira para líderes do Congresso a fim de discutir a agenda legislativa e incentivar ambos os partidos a “colocarem seus interesses partidários de lado”, afirmou a Casa Branca.

O comunicado informou que Obama focou as conversas em assuntos económicos, incluindo a redução do défice fiscal, impostos e criação de empregos. A Casa Branca informou que Obama telefonou para o presidente da Câmara, John Boehner, e para o líder da minoria no Senado, Mitch McConnell – ambos republicanos -, além do líder da maioria no Senado, Harry Reid, e a líder da minoria na Câmara, Nancy Pelosi – seus aliados democratas.

Apesar de a maior parte dos economistas americanos celebrar a continuidade de Barack Obama no poder, a ressaca das eleições fica com o sabor amargo do défice público. O interesse dos investidores agora é saber como o governo Obama fará para reduzir o défice sem levar o país de volta para a recessão. “Agora, os EUA precisam voltar ao trabalho, pois as coisas estão complicadas em relação ao abismo fiscal e impostos”, afirmou o especialista da BMO Capital, Brian Belski, ao jornal Wall Street Journal.

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