O ex comandante da GNR de Coruche vai ser julgado por três crimes de tortura e outros tratamentos cruéis, degradantes e desumanos, praticados no interior do posto, e por dois crimes de ofensas à integridade física qualificada.

Segundo os despachos de acusação e de pronúncia, consultados pela agência Lusa, três feirantes – pai e dois filhos, um com 16 anos – foram detidos por três militares da GNR, incluindo o arguido, na sequência de distúrbios ocorridos no recinto das festas de Coruche, cerca das 23:30 de 16 de agosto de 2010.

Os três homens, que se dedicavam à venda de brinquedos, juntamente com duas familiares, foram “algemados” e antes de arrancar com a viatura, o sargento terá desferido “uma cabeçada” numa das mulheres que segurava ao colo uma criança de três anos.

De acordo com o MP, os ofendidos foram encaminhados para o interior do posto e colocados numa sala de “joelhos no chão”.

NOTICIA LUSA
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