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A venda do Banif tem feito correr muita tinta na imprensa nacional, se todo o processo levanta diversas questões, não são menores as dúvidas dos trabalhadores que não passaram diretamente para o Santander e que ficaram na empresa Naviget, criada como veículo de transição.

Apesar de ter sido amplamente defendido e divulgado que os postos de trabalho estavam assegurados, a verdade é que os funcionários que trabalhavam nos serviços centrais e que transitaram para a sociedade veículo não foram ainda informados por escrito acerca de nada relacionado com o futuro. Questões como “iremos continuar com o estatuto de bancário?”; “manterei o acesso ao SAMS”; “o contrato trabalho é o mesmo?”, continuam sem respostas pairando apenas a ideia que o desemprego será o destino mais certo!

Segundo apurou o iPressGlobal, esta semana foram realizadas várias reuniões com os ex-funcionários do serviços centrais do Banif de Lisboa e do Porto, tendo sido dados sinais que o futuro não se adivinha nada risonho para os cerca de 500 colaboradores que passaram para a Naviget, “O cenário que nos pintaram foi o pior: vamos ficar desempregados só não sabemos quando, pode ser no próximo mês ou daqui a 12 meses enfim, ninguém nos diz nada e o pouco dito foi de boca e nada por escrito!”, contou um ex-funcionário dos serviços centrais ao iPressGlobal.

Também esta semana, a Federação Nacional do Sector Financeiro (FEBASE) reuniu-se com os representantes da nova empresa veículo, a Naviget, responsável pela gestão dos ativos não transacionados para o Banco Santander Totta, com o objetivo de analisar a situação dos ex-trabalhadores do Banif, que para ela foram transferidos.
Segundo a informação publicada no site da FEBASE , os “postos de trabalho estão salvaguardados por força das disposições resultantes do Fundo de Resolução que levou à venda ao Banco Santander Totta de toda a área comercial do ex-Banif
Na mesma reunião, e relativamente aos Fundos de Pensões, os sindicatos foram informados que “nada será alterado, até porque a nova empresa pretende manter o Acordo de Empresa em vigor” surgindo a “possibilidade de a empresa subscrever o acordo coletivo do trabalho do setor bancário“.

O que parece certo para a FEBASE e para a Naviget, parece uma realidade desconhecida para os trabalhadores 

Em conversa com alguns funcionários envolvidos nesta situação, todos foram unânimes em considerar que a mensagem que receberam durante a semana foi “muito negativa”, o que agravou o estado de ansiedade em que vivem. Segundo um deles, que preferiu manter a sua identidade anónima, o fim do contrato laboral estará para breve, “Fomos informados que o nosso trabalho será para 12/18 meses no máximo e depois é o fim!”. Foi-nos confidenciado também e tal como tinha sido já revelado por comunicado do sindicato, que já será apresentado muito em breve um programa de rescisões para quem quiser sair por vontade própria, mesmo antes do que era esperado, “Será iniciado até à próxima semana um programa de rescisões amigáveis para reduzir o número de trabalhadores” uma vez que, continuou, “Não há trabalho para tantos funcionários, se calhar metade chega!”.

A partir daí pouco se diz pelos meios oficiais, muitas informações são dadas embora sem registo por escrito. De acordo com os depoimentos, a única certeza que parece existir é o desemprego a curto prazo.

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