foto: sibilino / Flickr //

Duas imitações do famoso Exército de Terracota que protege o primeiro imperador chinês em Xian chamaram a atenção das autoridades do património que destruíram uma das cópias e anunciaram medidas legais contra a outra, informaram os media oficiais.

 O último dos falsos exércitos foi descoberto na cidade de Taihu, na província de Anhui, onde uma réplica com um milhar de guerreiros de barro está à disposição dos turistas por um preço idêntico ao cobrado ao autêntico de Xian, a cerca de mil quilómetros a sudeste de Xian.

Apesar de funcionar aparentemente desde 2008, foi a sua aparição na imprensa e em fóruns na Internet nos últimos dias que levou o museu original de Xian a publicar um comunicado a criticar a imitação da sua famosa coleção de esculturas e a ameaçar com medidas legais.

O museu não deu autorização para mostrarem essas cópias. Reservamo-nos no direito de tomar medidas legais contra quem violar a lei em conformidade com esta”, referia o comunicado, enquanto um advogado da entidade anunciava, por seu turno, ter estabelecido contacto com responsáveis pela atração de Taihu.

O conflito ocorreu apenas um mês depois de as autoridades de Xian terem destruído um museu com 40 falsas estátuas de soldados que imitavam o famoso Exército de Terracota, uma atração com a qual enganou inúmeros turistas e que provocou queixas.

As autoridades da antiga capital chinesa reduziram a escombros as estátuas, que faziam parte de uma atração privada chamada “Exército de Terracota de Suyuan”, segundo o jornal China Daily.

Os guerreiros de Terracota são um dos maiores arquetípicos da unidade cultural chinesa, a par com a Grande Muralha, também do mesmo período, porque foram criados para serem enterrados com o primeiro imperador da China, Qin Shi Huang, que unificou o país durante a dinastia Qin (221-206 A.C.).

Os milhares de soldados de barro em tamanho natural e em formação de combate, conhecidos como Exército de Terracota, foram sepultados junto do mausoléu do imperador para protegê-lo pela eternidade.

As estátuas originais, encontradas em 1974, são consideradas uma das mais importantes descobertas arqueológicas do século XX, e constituem um dos monumentos que atraem mais turistas na China, com o registo de 120 milhões de visitantes em 2016.

// Lusa

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