O FC Porto garantiu a passagem aos oitavos-de-final da Liga dos Campeões, como segundo classificado do Grupo G, com dez pontos, atrás do Besiktas (14).

 A formação portista venceu o Mónaco, em casa, por 5-2, graças a uma primeira parte competente e dominadora, na qual Aboubakar bisou, Brahimi encantou e contribuíram para a grande eficácia “azul-e-branca” na hora do remate. E a uma segunda metade de controlo, mas com objectividade e critério.

O Jogo explicado em Números

  • Belo arranque do Porto, que marcou logo aos nove minutos, por AboubakarYacine Brahimi colocou a bola nas costas da defesa adversária e o camaronês enganou o fora-de-jogo para se isolar e marcar tranquilamente. Nos primeiros dez minutos o Porto conseguiu chegar aos 66% de posse de bola e registava nesta fase um só remate, mas o suficiente para estar em vantagem.
  • Claramente melhor o Porto, com 71% de posse nos primeiros 20 minutos, embora aos poucos o Mónaco conseguisse fechar-se mais, permitindo apenas dois remates até esta altura, só um enquadrado (o do golo), e com um disparo na sua conta, um chapéu de meio-campo de Kamil Glik que saiu por cima da baliza de José Sá.
  • Alex Telles, sempre ele, com uns bons primeiros 30 minutos. O brasileiro já registava nesta fase dois passes para finalização e colocara quatro vezes a bola na grande área adversária, para além de várias acções defensivas relevantes – duas intercepções e quatro recuperações de posse.
  • O domínio portista acentuava-se e o “dragão” chegou ao 2-0, de novo por Aboubakar, aos 33 minutos. Danilo Pereira serviu o ponta-de-lança e este “bailou” frente a um defesa antes de rematar forte para o fundo da baliza.
  • Aos 39 minutos, o portista Felipe e o monegasco Rachid Ghezzal viram cartão vermelho directo, por se terem envolvido em cenas pouco edificantes. As duas equipas ficaram reduzidas a dez elementos e Sérgio Conceição lançou Diego Reyes, para o lugar de André André.
  • Em cima do intervalo, Brahimi fez o 3-0, com Aboubakar a servir o argelino com um excelente passe picado. O extremo, isolado, desviou para o fundo das redes.
  • Tudo fácil para o Porto ao intervalo, perante um Mónaco apático e sem ambição e motivação. Os “dragões” realizaram sete remates na primeira parte, seis deles na grande área contrária, e quatro deles foram enquadrados, o que denota grande eficácia.
  • Para além disso, o domínio luso foi uma constante, com 69% de posse de bola e 83% de passes certos. O melhor nos primeiros 45 minutos foi Yacine Brahimi.
  • O argelino marcou um golo e fez uma assistência, teve sucesso em dois de quatro dribles, e registava nesta fase um GoalPoint Rating de 6.9, algumas centésimas apenas mais do que Aboubakar.
  • O Mónaco entrou no segundo tempo decidido em deixar uma outra imagem e, aos 61 minutos, Glik reduziu, de penálti, após o árbitro assinalar braço de Marcano na grande área. Nesta altura, os monegascos registavam já seis remates na segunda parte, em meros 16 minutos, dois deles enquadrados, 37% de posse de bola e 93% de eficácia de passe, em claro contraste com os 68% do primeiro tempo.
  • Respondeu Alex Telles, aos 65 minutos, com um remate forte e colocado de fora da área, para o 4-1. Foi o terceiro disparo portista no segundo tempo, primeiro enquadrado, tento que acabou quase em definitivo com qualquer ideia do Mónaco em recuperar no marcador.
  • Telles era, aos 75 minutos, o melhor em campo – tal como o foi no “clássico” com o Benfica. O lateral somava um golo, dois passes para finalização, dois cruzamentos eficazes em quatro tentativas e quatro intercepções.
  • Falcao, entrado na segunda parte, reduziu aos 78 minutos, com um bom golpe de cabeça, após cruzamento de Keita Baldé. Foi o décimo disparo do Mónaco no segundo tempo, o terceiro enquadrado. Mas o 5-2 surgiria aos 88 minutos, com Ricardo Pereiraa cruzar e Soares a cabecear com êxito.

O Homem do Jogo

Ameaçou na primeira parte, foi algo ofuscado por Aboubakar e Brahimi, mas a consistência do seu jogo acabou por destacar Alex Telles, mais uma vez, como o melhor em campo.

O lateral-esquerdo esteve certo a defender, com quatro intercepções, dois desarmes e oito recuperações de bola, mas este jogo permitiu-lhe brilhar em zonas mais adiantadas do terreno.

O brasileiro marcou um golo, fez dois passes para finalização, acertou dois de cinco cruzamentos e colocou dez vezes a bola na grande área adversária, o que lhe valeu um GoalPoint Rating de 7.2.

Jogadores em foco

  • Vincent Aboubakar 7.1 – O camaronês esteve irresistível. Marcou os dois primeiros golos do encontro e serviu Brahimi para o 3-0, terminando a partida com quatro remates, três deles enquadrados e uma assistência em dois passes para finalização.
  • Yacine Brahimi 6.2 – Mais um belo jogo do argelino, em especial na primeira parte. Ao golo que marcou juntou uma assistência em dois passes para finalização, dois dribles certos em cinco tentativas e ainda 85% de eficácia de passe.
  • Héctor Herrera 6.3 – O futebol do Porto depende cada vez mais do mexicano. Mais uma vez, Herrera esteve em todo o lado e o jogo do “dragão passou” quase todo pelos seus pés – 102 interacções com bola, o máximo da partida. Registou ainda dois passes para finalização, dois cruzamentos eficazes em duas tentativas, dois dribles certos em três, 90% de eficácia de passe (em 89) e 15 recuperações de posse.
  • Danilo Pereira 5.9 – Quase não se dá pelo “trinco” portista, mas ele lá está, sempre presente. Realizou dois remates, somou duas assistências nos dois passes para finalização que fez e registou 92% de eficácia de passe.
  • Kamil Glik 7.0 – O capitão do Mónaco foi o segundo melhor em campo no Dragão. O central polaco não só marcou um golo, de penálti, como ganhou seis de sete duelos, recuperou a bola sete vezes e fez quatro desarmes.

// GoalPoint // ZAP

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