A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) apelou este sábado em comunicado à mobilização de professores e investigadores para as marchas convocadas pela central sindical CGTP-IN para o próximo dia 19.

Esta é uma das decisões do Conselho Nacional da Fenprof, que hoje esteve reunido, e que também decidiu apoiar “outras iniciativas, ações e lutas (…) que se destinem a protestar contra as medidas” do Governo.

A Fenprof critica as políticas do atual executivo e exige a sua demissão, afirmando que “a ação do Governo é, por norma, suportada em falsidades, com os governantes a negarem, pelos atos que cometem, o que assumiram em compromissos”.

As críticas têm um alvo concreto: o Ministério da Educação e Ciência (MEC) ao qual apontam “incompetência técnica, bem visível no lançamento do ano letivo”, o que, no entender da Fenprof leva a “desacreditar as escolas públicas perante a opinião pública” o que é “um dos objetivos do Governo”.

Os professores acusam ainda o MEC de ter desrespeitado compromissos assumidos no plano negocial.

A Fenprof decidiu tornar pública uma “Carta Aberta em defesa da Escola Pública”, na qual “os professores tomam posição em defesa da Educação Pública”.

No comunicado hoje divulgado a Fenprof afirma ainda que “fará todos os esforços no sentido de promover uma ampla convergência na ação de todos os professores e investigadores, assim como entre estes e outros setores da Administração Pública, do setor empresarial do Estado e do privado”.

A Federação irá ouvir os professores de todos os graus e níveis de ensino, e os investigadores, “com o objetivo de preparar uma forte ação nacional dos professores e dos investigadores, eventualmente em convergência com outros membros da comunidade educativa, em defesa da Escola Pública e da Ciência e, naturalmente, da Profissão de Professor e de Investigador Científico”.

Para a Fenprof, “os professores e os investigadores, como os demais trabalhadores portugueses, são vítimas das políticas destrutivas que estão em curso no país”.

“O que se prevê para 2014 é o aprofundamento das políticas de corte cego que se desenvolvem num contexto de absoluta insensibilidade social e suicídio económico, o agravamento dos cortes e do empobrecimento da população, o desmantelamento dos serviços públicos e das funções sociais do Estado”, antevê a federação de docentes.

A Fenprof considera que “os investigadores e docentes portugueses devem envolver-se, em convergência com todos os setores da sociedade portuguesa, na grande luta pela demissão do atual Governo e pela criação de condições para uma mudança profunda de políticas”.

Lusa

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