A solidariedade dos portugueses é total e imediata no que toca a tragédias, pena é que o oportunismo exista em igual medida. Os donativos dos portugueses para a reconstrução de Pedrogão Grande rondaram os 16 milhões de euros, contribuições que, de boa fé serviriam para restituir alguma esperança àqueles que tinham perdido tudo.

O aproveitamento de algumas pessoas em relação e esta ajuda não é só reprovável em termos morais, é também uma deslealdade para com todos os que realmente sofreram danos irreparáveis com esta tragédia. Põe em causa a solidariedade daqueles que o fizeram e mancha a integridade de uma população que não o merece, não o merece porque estamos a falar de meia dúzia de aproveitadores que perante uma situação de genuína desgraça pretendem lucrar com isso, e, não o merece porque temos a noção perfeita do sofrimento real passado por muitas daquelas pessoas.

Quando falta ainda muito por fazer, sabe-se que houve esquemas de aproveitamento fraudulento dos fundos para a reconstrução de casas.

Houve quem tenha alterado a morada fiscal, bem como, casas que nem casas eram, e casas ardidas que nem sequer arderam. Tudo para garantir algum dinheiro do fundo de reconstrução, para garantir algum lucro, mesmo que isso signifique enganar quem ajudou e ultrapassar quem mais precisa.

A falta de escrúpulos, o aproveitamento da desgraça alheia para lucrar, o não olhar a meios para atingir fins, farão sempre parte de “alguma” natureza humana. Certo é que teremos sempre muitos mais dispostos a ajudar e a acudir na desgraça e que não se retraem perante a inconformidade.

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