As chamas, que não causaram vítimas mortais, provocaram a derrocada de parte do telhado do edifício.

O fogo teve início na sexta-feira cerca das 22:00 horas locais (19:00 em Lisboa), no terceiro andar do Instituto Académico de Informação Científica sobre Ciências Sociais, na capital russa, relatou o canal de televisão Russia Today.

As chamas atingiram cerca de dois mil metros quadrados do edifício e mantiveram-se durante todo o dia de hoje, apesar dos esforços dos mais de 200 bombeiros que acorreram ao local. De acordo com informações preliminares citadas pela agência russa RIA Novosti, a causa do incêndio pode ter sido um curto-circuito.

Com 49 mil leitores e 330 funcionários, o instituto é o maior centro de pesquisa na Rússia nas ciências sociais e humanidades. A sua colecção consiste em 14,2 milhões de textos em línguas antigas e modernas da Europa e da Ásia, incluindo edições raras com 400 anos e uma das maiores colecções de livros em línguas eslavas da Rússia.

Fundada em 1918, a biblioteca também alberga a colecção russa mais completa de documentos da Liga das Nações, das Nações Unidas, da UNESCO, de relatos parlamentares dos Estados Unidos (desde 1789), do Reino Unido (desde 1803) ou Itália (desde 1897), entre muitos outros.

“É uma grande perda para a ciência: trata-se da mais vasta colecção deste tipo no mundo, equivalente, provavelmente, à biblioteca do Congresso norte-americano em Washington”, afirmou o presidente da Academia das Ciências russa, Vladimir Fortov, que comparou este acidente com o acidente nuclear de Chernobil.

De acordo com o responsável, foram danificados cerca de 15 por cento dos documentos ali existentes e, agora, a tarefa é recuperá-los com recurso à tecnologia.

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