O Ministério da Saúde admitiu, esta semana, a intenção de aumentar cerca de 600 pacientes por médico de família, em zonas em que o número de doentes sem médico é elevado.

O projeto de decreto-lei, apresentado na terça-feira ao Sindicato Independente dos Médicos (SIM) e à Federação Nacional dos Médicos (FNAM), prevê o aumente de 1900 para 2500 pacientes por médico, em locais em que a falta de profissionais de saúde é muito relevante. De modo a incentivar a consentimento da proposta o Ministério da Saúde propõe a atribuição de estímulos económicos, aos médicos que aceitem esta proposta, sendo que esta medida foi apresentada como transitória, com validade apenas de três anos.

Já a ordem dos médicos está contra esta proposta, no sentido em que o aumento de utentes por médico pode diminuir a qualidade do atendimento, ponde em causa a atenção dada a cada paciente e de acordo com o bastonário dos médicos: “O médico de família não pode, nem deve, atender os utentes a olhar para o relógio para assim dar resposta ao maior número de consultas possível. Por mais que o ministro da Saúde queira fazer acreditar que esta é uma boa prática”, defende o CRNOM, apontando como necessário um “estudo de impacto” sobre estas medidas.

Segundo o bastonário, esta questão só seria possível se aumentassem o horário dos médicos, sendo que para ele esta “É uma questão de negociação sindical e de retribuição, com o pagamento de horas extraordinárias. Seria a única solução para quem, eventualmente, a pudesse aceitar”.

As negociações continuarão, no futuro veremos se todas as partes chegam a acordo.

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