O Japão declarou esta sexta-feira que está pronto a responder a qualquer tipo de cenário, após as novas ameaças proferidas pela Coreia do Norte, já que os nipónicos poderão ser os primeiros atingidos por uma eventual represália nuclear.

“Nós estamos conscientes dos comentários feitos pela Coreia do Norte através dos ‘media’ e de outros canais. Nós não podemos comentá-los, mas podemos dizer que estamos a tomar todas as medidas possíveis para responder a todo o tipo de cenário”, declarou à agência AFP um porta-voz do Ministério da Defesa.

Ao início da manhã de hoje, através da agência oficial norte-coreana KCNA, a Coreia do Norte qualificou de “provocatórias” as declarações de Tóquio sobre a sua intenção de intercetar mísseis lançados por Pyongyang e que poderiam atingir o território nipónico. O regime norte-coreano advertiu que um tal gesto arriscaria lançar o Japão “nas chamas nucleares”.

“O Japão está ainda na mira do nosso exército revolucionário e se o Japão fizer o menor gesto, a centelha da guerra tocará primeiramente o Japão”, assegurou a KCNA num editorial.

Na possibilidade de um ou mais mísseis de médio alcance atingir o território japonês nas próximas horas ou dias, o Governo japonês deu autorização formal às forças de autodefesa (nome oficial do exército japonês) de destruir todos os mísseis norte-coreanos que ameaçariam o território nipónico.

Para este fim, mísseis Patriot foram instalados no centro de Tóquio e ao redor da capital, destroyers equipados com o sistema de radar Aegis e meios de interceção implantados no Mar do Japão.

Os japoneses decidiram ainda implementar de modo permanente “assim que possível, (ainda) em abril”, os mísseis Patriot nas suas duas bases militares na ilha meridional de Okinawa.

O Japão tinha planeado concretizar esta medida até 2015, mas decidiu “avançar o projeto, que protegerá a vida e os bens das pessoas contra os mísseis balísticos”, sublinhou o ministro da Defesa, Itsunori Onodera, numa conferência de imprensa.

NOTICIA LUSA
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