O chefe de equipa de Valentino Rossi, Jeremy Burgess, disse entre outras coisas, que a falha de Rossi na Ducati irá persegui-lo para o túmulo e não se mostra muito animado sobre seu regresso à Yamaha.

Burgess comentou: ” poderíamos ter feito melhor do que fizemos mas isso é algo que  vou levar para o túmulo porque falhamos os objetivos que tínhamos definido para estes dois anos. Não ganhamos uma corrida, não ganhamos um campeonato e não fomos capazes de garantir a continuidade de Valentino na Ducati. Eram estes os objetivos principais. Apenas fizemos alguns pódios, mas três em 35 corridas não é o que teríamos esperado e foi muito decepcionante. ”

e acrescentou:. “acredito que com a chegada do Audi pode haver uma diferente abordagem em termos de metas a atingir.  O mais decepcionante é que Valentino não se via um ano mais na Ducati, entendo o seu ponto de vista de querer ser competitivo, mas a verdade é que não conseguimos o que queríamos e, desse ponto de vista, acho que a pressão iria passar para a Ducati no terceiro ano. ”

Sobre o regresso à Yamaha, o engenheiro australiano disse: “Vamos voltar à Yamaha, mas a vergonha não é a palavra certa, Valentino saltou para um salva vidas e nós fomos com ele. Ben (Spies) saiu para a Ducati acompanhado do seu chefe de equipa, mas há mecânicos, que eram bons mecânicos na Yamaha e agora foram demitidos. ” as pessoas têm hipotecas para pagar e famílias para cuidar e agora estão despedidos e à procura de trabalho. Esta situação não me  faz sentir bem…  e tal como estão as coisas no MotoGP não há muitos postos de trabalho livres. É algo que não me encaixa bem. ”

 

Jeremy Burgess, nasceu numa fazenda nas Colinas de Adelaide, a sul da Austrália, em 16 de Abril de 1953, e cresceu á volta de motores, começou a conduzir aos 8 anos e comprou o seu primeiro carro aos 12 anos.

Três dias depois de deixar a escola, comprou a sua primeira mota, uma Suzuki T500 Cobra (1969). Entre 1972 e 1979, correu contra Gregg Hansford, Warren Willing, Blake Kenny e Harry Hinton. A sua tenacidade levou à compra de uma Suzuki RG500, com a qual obteve enorme sucesso devido à fiabilidade da sua preparação e o projetou no mundo das corridas.

Jeremy Burgess, trabalhou como engenheiro-chefe com três campeões mundiais: Wayne Gardner, Mick Doohan e Valentino Rossi. Também foi um mecânico da equipa de Freddie Spencer quando Spencer ganhou o título mundial de 500cc em 1985. Burgess aprendeu a mecânica de Grande Prémio com os lendários engenheiros americanos, Vukmanovich George e Kanemoto Erv para quem trabalhou nos seus primeiros anos.

As motas preparadas por Burgess foram vitoriosas na Suzuki com Randy Mamola, e na  Honda pelas mãos de Ron Haslam, Freddie Spencer, Wayne Gardner, Mick Doohan e Valentino Rossi também quando foi para a Yamaha com Valentino Rossi. Desde julho de 1980, estes pilotos ganharam 157 GP / MotoGP (até 2 de novembro de 2009) e um total de 14 Campeonatos do Mundo em que “JB” preparou ou cuja preparação supervisionou como chefe de equipa. Tendo Burgess alcançado mais de 280 pódios.

Fonte: MotoGP

Desporto motorizado de duas rodas **Por Mário Andrade e António Vermelho **02/04/2013** | mandrade@ipressglobal.com

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