É uma heroína, ganhou o título de “embaixadora da boa vontade dos cães” e usa uma medalha da Cruz Vermelha ao pescoço. Kabang salvou duas meninas de serem atropeladas, perdeu a parte de cima do seu focinho no acidente, nas Filipinas, viajou até aos Estados Unidos para ser operada e regressou agora ao seu país natal onde foi recebida com pompa e circunstância.

Em Dezembro de 2011, Kabang salvou a filha e a sobrinha do seu dono, Rudy Bunggal, de serem atropeladas por uma motorizada que seguia em excesso de velocidade.

O seu acto de heroismo foi noticiado e Kabang foi fotografada sem o maxilar superior e com parte do cérebro exposto. A fotografia começou por circular nas redes sociais da cidade onde vivia, Zamboanga, mas rapidamente chegou à capital, Manila, onde a sua história foi seguida por mais de 23 mil pessoas, através das redes sociais. O passo seguinte foi iniciar uma campanha de angariação de fundos para que a cadela pudesse ser operada.

Quando a história de Kabang chegou aos Estados Unidos, Michael Foley, dono e presidente da Global Animal Transport, uma empresa transportadora de animais, ofereceu-se para fazer chegar a cadela ao seu país, de maneira a ser tratada. Entretanto, Kabang engravidou e deu à luz seis cachorrinhos, tendo apenas um sobrevivido e só em Outubro de 2012 é que pôde embarcar.

O animal deu entrada no Hospital Universitário de California-Davies, especializado em cirurgias de reconstrução facial de cães, e foi tratado a um cancro e desparasitado. Depois, Kabang foi submetida a uma cirurgia aos dentes e um tratamento a uma das pálpebras. Foi ainda esterilizada para não voltar a engravidar. Seguiu-se a cirurgia de reconstrução do focinho, mas já não foi possível recuperar a sua totalidade. Foram seis meses de intervenções, com um custo de cerca de 27 mil dólares (20 mil euros).

Oito meses depois de ter saído de Manila, Kabang regressou este sábado ao país e foi recebida em júbilo pela família a que pertence e pelos meios de comunicação social. Bem-disposta, a cadela abanou a cauda e teve direito a um passeio por um centro comercial e um parque frequentado por cães e os seus donos.

Para segunda-feira, as autoridades estão a planear uma parada em honra da cadela. O seu nome significa “cores diferentes”, num dialecto local. “O que queremos fazer dela é uma embaixadora da boa vontade dos cães e promover a responsabilidade dos donos dos animais”, explicou Anton Lim, o veterinário que a acompanhou até Los Angeles e agora no regresso.

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