Na partida que encerrou a época dos Dragões, a despedida dos seus adeptos foi amarga, apesar da vitória por 2-0 diante do lanterna vermelha do campeonato.

Depois de terem hipotecado a esperança da conquista do título nacional, o FC Porto encarava o jogo diante do despromovido Penafiel com o sentimento de cumprir calendário, mas não esperariam que estes fossem os 90 minutos mais duros que a equipa enfrentou esta temporada. Com um anfiteatro despido, apenas cerca de 16.000 adeptos marcaram presença, saltou logo à vista a bancada destinada à claque dos Super Dragões estar completamente vazia, já o jogo decorria quando a claque entrou em silêncio, exigindo uma faixa onde se podia ler “Existe no silêncio tão profunda sabedoria que às vezes ele se transforma na mais perfeita resposta”, sinal claro que paira uma nuvem cinzenta sobre os portistas.

Quanto ao jogo, frente a frente duas equipas sem nada a ganharem, o FC Porto já não podia perder o segundo posto da tabela e o Penafiel já há muito que tem o carimbo da II Liga carimbado. Como seria esperado a partida foi de sentido único, com os azuis-e-brancos a procurarem o golo para atenuar o clima que se vivia dentro do estádio, tal era o silêncio ensurdecedor rompido apenas uma outra vez por adeptos que aplaudiam um lance mais vistoso.

A jogar sobre brasas, os portistas praticaram um futebol lento e previsível, demonstrando dificuldade para “desmontar” a defesa contrária, o que irritava ainda mais os adeptos. Ao intervalo a equipa recolheu aos balneários debaixo de uma monumental assobiadela e com o empate na algibeira.

“Hoje são 90m à vossa imagem…Sem mexer uma palha”, lia-se numa faixa

Aboubakar no momento em que faz o 1-0
Aboubakar no momento em que faz o 1-0

No reatar da partida, tudo igual, os Dragões com um futebol muito “mastigado”, o golo a não surgir e o silêncio dos adeptos, que aproveitavam para exigir faixas com “recados”, como “Euros não compram mística” e ainda “Vão de férias? Parecia que já estavam!”. O ambiente apenas ficou mais leve quando aos 80 minutos Aboubakar colocou “água na fervura” e fez o 1-0, garantindo a vitória e evitando consequências negativas que o empate poderia trazer ao seio portista. Não obstante o golo, as claques a 5 minutos do final acordaram, cantaram o hino a plenos pulmões e… saíram! Mais uma vez os topos ficaram desertos com o jogo a decorrer, não assistindo ao segundo e último golo do FC Porto, apontado por Danilo, que assim se despediu da melhor maneira do clube.

No final, despedida triste da equipa junto dos seus adeptos, ficando na memória os rostos fechados e as cabeças baixas com que os jogadores recolheram pela última vez esta temporada aos balneários.

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