foto: ZAP

A Galp Energia obteve lucros de 155 milhões de euros no primeiro trimestre de 2022. Um valor seis vezes superior aos 26 milhões de euros do mesmo período em 2021.

O EBITDA da petrolífera subiu 74% para 869 milhões de euros, “impulsionado pelo forte desempenho no ‘upstream’ e desempenho da refinação”, aponta a Galp Energia em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

A empresa tinha conseguido lucros de 130 milhões no último trimestre de 2021.

Nos três primeiros meses de 2022, a Galp multiplicou por seis vezes os lucros do ano passado, no mesmo período, que rondaram os 26 milhões de euros.

Assim, apresentou agora um resultado líquido de 155 milhões de euros, beneficiando com a subida sucessiva do preço do petróleo.

No primeiro trimestre do ano, considerando todos os negócios da empresa, a Galp teve vendas de 5,66 mil milhões de euros, o que constitui uma subida de 70% em comparação com o mesmo período de 2021. O custo dos bens vendidos aumentou 79% para 4,3 mil milhões no mesmo período.

A empresa terminou o primeiro trimestre deste ano com uma dívida líquida de 2,392 mil milhões de euros, face a 1,552 mil milhões do mesmo período de 2021.

Galp entra na energia eólica no Brasil

A Galp acordou a compra, após maturidade, de uma carteira de projetos de energias renováveis de até 4,8 GW que serão desenvolvidos no Brasil, expandindo-se para a energia eólica no maior país da América do Sul.

Em comunicado, a empresa explica que o acordo-quadro com a SER Energia abrange a aquisição de projetos em desenvolvimento com uma capacidade máxima total de 4,6 GWp em todo o Brasil, enquanto o acordo com a Casa dos Ventos abrange um cluster de 216MW de parques eólicos em desenvolvimento no Nordeste brasileiro.

“O Brasil dinamizou o crescimento da Galp nos últimos 12 anos, através dos nossos principais projectos de produção no pré-sal”, afirma o responsável pela área das Energias Renováveis e Novos Negócios da Galp, Georgios Papadimitriou, citado no comunicado da empresa.

“Estamos agora a adicionar um novo motor de crescimento, alavancado no vasto potencial do Brasil nas energias renováveis, e a reequilibrar os nossos negócios no país em linha com as nossas ambições de transição para um modelo energético mais limpo”, acrescenta Papadimitriou.

A Galp é actualmente o terceiro maior produtor de petróleo e gás do Brasil.

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