O secretário do Ambiente e dos Recursos Naturais da Madeira anunciou esta sexta-feira que a região tem solicitado ao Ministério da Defesa navios “em fim de vida” para afundar “como recifes artificiais”, mas os custos têm adiado a medida.

À margem de uma palestra no “Underwater Nature Festival”, promovido no Funchal pelo Grupo Galo Resorts Hotels, que teve como tema a Reserva Natural Parcial do Garajau, Manuel António Correia disse que o Governo Regional pretende “alargar as áreas protegidas para fomentar a natureza e as atividades de mergulho” através da utilização de recifes artificiais.

Manuel António Correia revelou que tem estabelecido contatos com o Ministério da Defesa para que sejam cedidos à Madeira “navios que, estando em fim de vida, possam ser depositados como recifes artificiais” por ser do interesse do “Governo, do interesse do tecido económico, do interesse das pessoas, nomeadamente, das que fazem mergulho e gostam da valorização da natureza”.

O governante confirmou que o Ministério da Defesa já deu autorização, mas “na condição de não ter custos para o Estado”, ou seja, que os mesmos sejam suportados pela Madeira.

“Ainda não sei quais são os custos, não sei ainda se vamos aceitar, vamos primeiro definir”, referiu.

Revelou ainda que formalizou hoje um “pedido” ao Ministério da Defesa no sentido de “saber primeiro quais são os navios e, depois, apurar os custos de deslocação para a Região e de preparação para o afundamento porque são materiais que, do ponto de vista ambiental, obrigam a muitos cuidados”.

LUSA

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