Quase 700 estudantes de seis institutos politécnicos anularam este ano a matrícula. Além dos casos de desilusão com o curso, há quem abandone o ensino superior por razões financeiras e quem opte por emigrar antes de terminar os estudos.

Desde o início do ano letivo, suspenderam a matrícula 678 alunos dos Politécnicos do Porto, Lisboa, Coimbra, Leiria, Castelo Branco e Bragança. Comparando com o ano passado, até agora houve menos 98 desistências, mas ainda deverão aparecer mais casos.

No Instituto Politécnico do Porto, o maior do país, 266 estudantes cancelaram até agora a sua matrícula (menos 32 do que no ano passado). A vice-presidente da instituição, Delminda Lopes, chama a atenção para o facto de não se poder associar anulações com desistências, já que “a maioria dos estudantes que abandona os estudos não informa formalmente os serviços”.

Entre os que avisam que vão abandonar a escola, muitos dizem que o curso não corresponde às expectativas ou que o horário de trabalho é incompatível com as aulas. Mas também há quem decida ir trabalhar para o estrangeiro e quem deixe de estudar porque não consegue pagar as despesas.

 

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