Passadas três semanas após o início do ano letivo, são inúmeras as turmas que ainda não têm professor. Segundo, dados cedidos pela Fenprof, 100 das 134 escolas sem docentes, situam-se na grande Lisboa.

 

Com mais de uma centena de escolas com lugares docentes por preencher, são milhares os alunos que ainda não têm aulas um pouco por todo o país, com especial incidência na zona de Lisboa.

Esta situação poder-se-á agravar se professores já colocados decidirem, após saída de novas listas, optar pelo novo lugar de colocação. Também a nível do ensino especial, os docentes em falta são ainda muitos, para agravar esta situação as turmas com alunos de necessidades educativas especiais, ao contrário do que a lei determina, continuam a ter mais de 20 alunos.

No agrupamento de escolas Grão Vasco, em Viseu, para lidar com a falta de professores do ensino especial, tentam-se encontrar estratégias para minimizar os danos, no entanto, e visto este ser um agrupamento de referência em intervenção precoce, baixa visão e cegueira, com unidade de ensino bilingue para crianças surdas, há situações especificas onde a falta de docentes especializados começa a se enervante.

Também na passada quinta-feira, a Associação de Pais e Encarregados de Educação da Escola EB23 Pedro de Santarém divulgou uma carta endereçada ao ministro da Educação, Nuno Crato, onde mostram a sua indignação pela falta de um número considerável de docentes no Agrupamento de Escolas de Benfica, não existindo aparente previsão de uma data para a resolução da situação.

Igualmente em casal de Cambra, Sintra, ouviram-se protestos pela falta de 33 professores que está a impedir o início normal do novo ano letivo, estando cerca de 200 alunos a sofrer as consequências desta situação.

Para agravar o atribulado início do ano letivo, sexta-feira passada, os diretores dos agrupamentos depararam-se com o pedido de revogação dos contratos cujas colocações resultaram das listas de ordenação 12 de setembro. Caso para pergunta, ao Ministério da Educação, para quando um início normal das aulas em Portugal?

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