Francisco José Garzón, maquinista do comboio Alvia que descarrilou na quarta-feira à noite perto de Santiago de Compostela, na Galiza, foi colocado em prisão preventiva acusado de ter causado o acidente “por imprudência”, possivelmente por excesso de velocidade. Numa curva em que a velocidade máxima era de 80 Km/h, o maquinista seguia a 190 Km/h, conforme terá confirmado o próprio.

O chefe da polícia da Galiza, Jaime Iglesias, citado pelo ‘El Mundo’ e a AFP, disse que a polícia atribui a Francisco José Garzón “um ato delitivo vinculado à autoria do acidente”. Questionado pelos jornalistas, o responsável afirmou: “Não devo acrescentar mais nada, por causa do acidente”.

O maquinista ainda não prestou depoimento perante o juiz, “por questões médicas”, mas tal poderá acontecer ” a qualquer momento”.

Entretanto, a Polícia Científica espanhola reviu para 78 o número total de vítimas mortais do acidente ferroviário em Santiago de Compostela, permanecendo ainda seis corpos por identificar, divulgou hoje aquela força, em conferência de imprensa.

Esta revisão, que reduziu o número total de mortos de 80 para 78, foi explicada pela análise forense aos restos mortais retirados do local do acidente, dada a violência do choque e da explosão que se seguiu.

Nas últimas horas, este processo de investigação permitiu concluir que, em alguns casos, se tratavam afinal de partes do corpo da mesma vítima, acrescentou aquela força policial em conferência de imprensa.

O vice-cônsul de Portugal em Vigo (Galiza), Marco Ferreira de Melo, disse à Lusa não haver qualquer registo oficial de portugueses entre as vítimas mortais já identificadas ou entre os feridos.

nota:

Fotografia da agência Reuters tirada pouco tempo depois do descarrilamento do comboio em Santiago de Compostela. Mais tarde os media espanhóis identificaram a pessoa na imagem como sendo o maquinista Francisco José Garzón Fotografia © Reuters
in DN

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