Onde reside o sucesso dos relacionamentos? Uma série de fatores poderão estar na base do sucesso, com alguns deles a ocuparem lugares primordiais. O amor, o sentimento que se desenvolve será o principal. Mas depois como se lida com tudo o resto que implica partilhar a vida?

Longe dos tempos em que se aguentava quase tudo para se manter o casamento, hoje há situações em que nada parece escapar à lista de motivos para acabar com ele. Certo é que também o casamento requer algumas aprendizagens fulcrais ao seu sucesso.

Penso que aprender a ceder um pouco do espaço, dos hábitos, das certezas e gostos de cada serão algumas das aprendizagens decisivas. Já a diferença entre as pessoas pode ser uma grande vantagem, se a aceitarmos como tal e não como uma afronta ao nosso modo de estar.

Há fases para tudo nos relacionamentos humanos, fases marcadas pela surpresa em que tudo é novo, em que não se pensa sobre gestos ou atitudes, em que se vive um novo mundo repleto de vivências, de conversas, de olhares que ofuscam o pensamento. Fases de conhecimento e de auto conhecimento, em que começamos a perceber as diferenças no modo de agir, no que ambicionamos ser, como somos capazes ou não de nos apoiar mutuamente, como somos ou não capazes de fazer o outro sentir-se amado. Fases felizes, fases de crescimento conjunto onde se constrói o “nós “sem que isso implique a destruição do “eu”.

O equilíbrio é o fator mais importante nos relacionamentos, assim como a aceitação do outro como ele é, isso não quer dizer que se esteja de acordo com tudo, mas que se seja capaz de respeitar a posição do outro sem o ferir ou sem se sentir demasiado distante de si mesmo.

Possivelmente as pessoas podem ser distantes nos objetivos, na forma de pensar e nos gostos, mas alimentar o sentimento parte da existência da aceitação, respeito, companheirismo, segurança e a vontade de solidificar e fortalecer o que os ligou.

Se há pessoas capazes de sentir que o amor vale a pena mesmo na diferença, também há as que nem por sentimentos mais fortes cedem perante as dificuldades aparentes da habituação de uma vida partilhada.

Não haverá relacionamentos perfeitos, mas sim relacionamentos que se constroem e se equilibram sobre o forte sentimento – o amor.

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