Nos últimos tempos penso que muita gente tem parado para pensar que rumo dar à sua vida, muitos estarão a ponderar partir em busca do emprego e da qualidade de vida que não encontram no seu país. A decisão não é fácil…

Talvez já não exista um amor à pátria como outrora, mas haverá sempre uma ligação ao sítio que nos viu crescer, à língua que desde tenra idade nos deu as palavras para expressar sentimentos, à força dos laços familiares.

Entre escolher a nossa pátria e a vida com que sonhamos, muitos serão obrigados a partir, relembram o seu país em convívio de emigrantes, vibram ao ver os jogos da nacional de futebol, envergam a nossa bandeira, mas será isso patriotismo? Nacionalismo? Ou apenas manifestação da saudade que os liga às suas raízes?

A globalização e facilidade de deslocação na Europa transformaram, a meu ver, um pouco a relação de partida. Não será por acaso que muitos já se consideram cidadãos do mundo e a sociedade passa a ser maior que as fronteiras de um país.

Para os que decidem ficar, apesar da crise, apesar das dificuldades porque acreditam que é no seu país que têm de estar, será que a ligação à pátria outrora vista como um sentimento unificador do país se mantém? Será que se colocam na posição ativa de melhoria e defesa da nação? Talvez nas gerações mais novas isso não se verifique, a própria educação terá colocado essa questão numa prioridade de intervenção menor. Reconhecem-se símbolos de uma nação mas não se conseguem passar sentimentos de “luta”, de preservação, de orgulho, de lide pela melhoria do país.

Uma coisa é certa, quando um português se distingue no mundo pela sua atitude profissional, pela sua arte, ou ação, o coração dos portugueses enchem-se de orgulho e compartilham-se alegrias, vitórias e emoções. Podemos dizer que quem vibra com a alegria de um compatriota não se sente parte do mesmo “grupo”? Podemos afirmar que quem se orgulha de alguém que nasceu no seu país não sente orgulho em ser português?

De uma forma ou outra, acredito, que cada um estabelece uma relação de amor ao seu país, manifestam-na de modos diversos, revelam-se mais ou menos efusivos, com maior ou menor convicção nas suas palavras, de forma ativa ou menos energética.

Definir-se como cidadão do mundo é ter a relação com o seu país bem esclarecida!

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