Ontem comemorou-se mais um dia internacional da Mulher, mais um dia que ao longo da história foi perdendo a sua essência inicial e ganhou, como tantos outros dias comemorativos, um carácter comercial.

Se me perguntarem se comemorar o dia da mulher ainda faz sentido; eu diria que apesar de alguns princípios de igualdade, nomeadamente salarial e de cargos profissionais, terem ganho notoriedade ao longos destes anos ainda há muito para fazer, assim o dia da mulher deveria ser lembrado todos os dias!

É inevitável esquecer todas as mulheres que continuam a sofrer e a morrer vítimas de violência doméstica, ignorar a realidade das que vivem uma vida de subjugação e medo, as que são vítimas de discriminação salarial.

Mais do que comemorar um dia da mulher, defendo a lide diária pela igualdade de cuidados, de respeito, de amor. Que todos reconheçam o valor social da mulher, assim com as qualidades profissionais cada vez mais evidentes. A sensibilidade e a capacidade de entrega feminina deverá ser sinónimo de valor diário e reconhecimento.

Se por um lado a criação de uma cultura de exclusão de violência contra as mulheres urge ser uma realidade é também necessário que cada uma se respeite e aceite como um ser válido e merecedor do melhor.

Cada vez mais é necessário que cada mulher agradeça e celebre cada dia, que todos os dias se valorize e respeite, se imponha nas suas capacidades e qualidade e que entre trabalho e família perceba que é um ser que merece atenção e amor.

O casamento e a maternidade transmite a muitas mulheres a ideia que são segundo plano na sua própria vida, deixando o cuidado consigo para depois, deixando a sua carreira para mais tarde, adiando sonhos pessoais, vivendo em função da família. A verdade é que ninguém, seja homem ou mulher, ajudará os seus sem se ajudar a si, nenhuma mulher fará feliz a sua família sem ser feliz consigo, jamais deixará de ser ela a partir do momento em que partilha a sua vida com outra pessoa.

Que o dia internacional da mulher, se vivencie a cada dia, a cada momento de amor-próprio, a cada reconhecimento de si, a cada valorização pessoal, a cada gesto de cuidado.

Que cada mulher perceba que jamais deixará de ser boa mãe ou boa esposa se tirar algum tempo para si, para cuidar do seu corpo, da sua paz interior.

Que cada mulher festeje a sua existência todos os dias!

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