A grande capacidade humana de falar dos outros, do que fazem, do que dizem, do modo como se vestem e se apresentam é justificada pela explicação, que para muitos é aceite como lógica, de que é dito “apenas como comentário”! Então, pergunto eu, porque se comenta nas costas e sobretudo porque se reflete em aspetos aparentemente menos felizes dos outros?

De onde vem essa capacidade de criticar, por tudo, porque sim e porque não, sem base construtiva e isenta de “maldade”?

Herança deixada? Hábito adquirido? Incapacidade de se observar a si? Falta de objetivos de vida pessoal?

Não sei, apenas reparo e observo uma crítica constante de uns para com os outros, centram-se em observações de aspetos menos negativos ou nos “pontos fracos” dos outros, para se fazerem sobressair em palavras escassas de sensatez e cumplicidade humana. E quando a critica passa pela subtileza de um olhar rebuscado que segue cada passo e observa de cima a baixo cada gesto do outro, ainda me parece mais aguçada a crítica.

Do outro lado, os que buscam a aprovação do outro, deixam-se levar, destroem a sua auto estima e guardam mágoas e raivas, escondendo o seu ser para agradar a terceiros.

Os que criticam, os que julgam os que fazem observações, jamais as centram no lado bom, esquecem-se de dar os parabéns pelas metas atingidas e os aspetos felizes de cada um!

Triste esta forma estranha de estar, triste esta necessidade de rebaixar o outro, triste esta incapacidade de viver para si, apoiando os outros, ajudado e valorizando o que se atinge.

Criticar, porquê? Porque sim e porque não!

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