Há quem se assuma verdadeiramente forte e assertivo nas suas escolhas, recorrendo muitas vezes à “obrigação de fazer” para esconder a sua verdadeira vontade. Por variadas vezes na vida me deparei com pessoas aparentemente confiantes, aparentemente competentes, aparentemente donos de si, que apenas escondiam os seus medos com uma armadura em forma de roupa bonita, de palavras repetidas insistentemente, de sorrisos rasgados, de atitude forte, de postura imponente. Gente aparentemente bem-sucedida que ao final do dia, ao entrar em casa ataca o frigorífico para se livrar da ansiedade que acumulou, gente que desmorona ao adormecer por ter medo de não conseguir, gente que se mascara de alguém por não saber quem é!

É curiosa a forma como o ser humano encontra pequenos/grandes refúgios para se libertar das suas dores e angústias, mesmo que isso seja apenas sinónimo de alguns minutos de tranquilidade, que logo dão lugar à culpa.

Refúgios que substituem a decisão de se conhecerem, de assumirem os seus receios e medos, de parar, mesmo que o tempo não pare, para olhar para dentro de si. Por vezes, atrevo-me até a dizer, a grande maioria das vezes, nem sequer se questiona esta forma de refúgio pois não existe a real consciência dos motivos que levam alguém até eles. No entanto, por mais camuflados que eles estejam, eles vivem em cada um, de um modo ou outro manifestam-se em ações que acabam por ser prejudiciais para quem os pratica, mas também são um sinal de alerta de que alguma coisa não está bem e precisa ser mudada. Não há que hesitar em mudar!

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