É época de Natal, a época de juntar a família, os amigos e todos aqueles que fazem desta altura do ano a nossa verdadeira bênção.

Por entre crises e mudanças sociais estaremos nós a aprender a reviver o Natal? Ou pelo contrário não conseguimos ir além da “tristeza” enfática do povo português que lamenta cada Natal a falta de bens matérias em vez de agradecer a presença dos que nos criaram, dos que nos acompanham dia-a-dia, dos que nos amam.

Em tempos, o Natal era o grande motivo de união familiar, vivia-se a reunião entre todos, a partilha de amor, o abraço e a energia de todos aqueles que esperavam meses a fio pelas noites quentes de Dezembro.

As famílias numerosas não tinham como comprar presentes caros ou fazer grandes investimentos alimentares, mas a verdade é que o Natal trazia a felicidade daqueles que compreendendo a ausência de tantas coisas, que hoje consideramos básicas, festejavam o amor. Um presente simbólico era a alegria e o convívio a graça que todos queriam receber.

Não tenho dúvidas que o tempo de crise, é a altura certa para repensar a vida, a oportunidade de mudança e a alternativa a uma vida vazia em torno do material, que tantas vezes nos faz desanimar. Será que a verdadeira vivência de natal vai renascer pela mão da crise? Tenho a esperança que sim!

Não há qualquer mal em se ter ou se desejar ter uma vida rica em condições materiais, mas a essência do ser humano visa os sentimentos e a interajuda, o amor e a partilha do que temos dentro de nós.

Reinvente-se o Natal, aquele em que se sentia o amor a ecoar pelos risos vindos do interior das habitações, aquele em que o serão era ocupado por jogos em que todos participavam, aquele que servia para partilhar experiências e sentimentos.

 Explique-se às crianças o que realmente se festeja no Natal, ensinando-os a partilhar com os que têm menos, ainda que esta seja apenas o dar um sorriso ou um abraço.

Reinvente-se um Natal onde amor seja o centro da união entre todos.

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