No primeiro frente a frente entre Marcelo e Sampaio da Nóvoa foi surpreendente a forma como o antigo reitor conseguiu apanhar desprevenido o seu oponente, de forma a deixá-lo desarmado por várias vezes.

Num estilo que não lhe identificávamos, Sampaio da Nóvoa surpreendeu pela forma agressiva utilizada contra Marcelo. O ex-reitor começou desde o primeiro minuto a ofensiva contra Marcelo, acusando-o de ser “a pessoa que ainda há três meses defendeu o Governo de Passos Coelho e Paulo Portas”.

Marcelo falha quando tem que enfrentar o contraditório e o seu argumentário revela alguma pobreza quando contra ataca com a falta de currículo político de Nóvoa, o número de assessores que o acompanham, ou a sua “ignorância absoluta da função presidencial”.

Não se esperava que Marcelo chamasse a atenção para pormenores tão pouco consistentes como forma de menosprezar o seu adversário.

Em contrapartida não consegue apresentar uma ideia consistente sobre nenhuma das questões que lhe são postas, será uma espécie de árbitro para “coadjuvar” um “governo em situação complexa”, um Presidente acima dos conflitos, na defesa da paz social e na cooperação de todos os setores da sociedade. Alguém que não se compromete realmente com nada.

Sampaio da Nóvoa, muito mais interventivo nas questões sociais ou políticas, não esconde a sua posição em relação a questões estruturantes, como a saúde ou a educação. Assume-se como um “um Presidente de causas” para não “deixar tudo na mesma” e terá sido esta a sua mais-valia num debate que conseguiu desmontar a imagem descomprometida e independente de Marcelo.

Há eleições que se ganham nos debates sendo que, este demonstra que Marcelo, apesar da enorme vantagem apontada, não deverá assumir nada como garantido.

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