foto: Miguel A. Lopes / Lusa

Tal como o ano passado, o presidente Marcelo Rebelo de Sousa entrou na Assembleia de cravo vermelho na mão, ao contrário de Ferro Rodrigues, que o recebeu de cravo na lapela.

No tradicional discurso das comemorações do 25 de abril, o Presidente da República dirigindo-se ao governo  “Os dois anos e meio que faltam para o termo da legislatura parlamentar terão de ser de maior criação de riqueza e melhor distribuição” e noutra parte do seu discurso, Marcelo Rebelo de Sousa não deixou também de enaltecer “a virtuosa compatibilização entra a indispensável estabilidade e o salutar confronto político e parlamentar.”

Segundo o presidente, “Governo, seus apoiantes e oposições, que legitimamente aspiram a voltar a governar, estarão por certo atentos a este imperativo, na multiplicidade enriquecedora das suas opções”.

“Tal como têm sido essenciais, uns e outros, neste último ano e meio, ao garantirem a virtuosa compatibilização entre a indispensável estabilidade e o salutar confronto político e parlamentar”, acrescentou.

Marcelo pediu mais transparência, rapidez e eficácia ao poder político, para prevenir os populismos, que, advertiu, se alimentam das suas deficiências e lentidões.

“Importa que todas as estruturas do poder político, do topo do Estado à Administração Pública e, naturalmente, aos tribunais, entendam que devem ser muito mais transparentes, rápidas e eficazes na resposta aos desafios e apelos deste tempo, revendo-se, reformando-se, ajustando-se”, declarou o chefe de Estado.

Numa intervenção em que elogiou o povo português, pelo seu “nacionalismo patriótico e de vocação universal”, e a democracia portuguesa, o presidente da república descreveu Portugal como “uma pátria em paz”, que tem resistido à “nova vaga dita populista” e é “mais sustentável” do que muitos dos seus parceiros europeus.

Mas “prevenir os populismos ou pôr-lhes cobro requer determinação, antecipação e permanente proximidade e satisfação das legítimas necessidades comunitárias”, defendeu.

Condecorações a Sá Carneiro e Siza Vieira

Depois de sair do Parlamento, Marcelo Rebelo de Sousa irá para o Palácio de Belém, que estará aberto ao público e onde decorre pelas 14h, a cerimónia de agraciamento, a título póstumo, do antigo primeiro-ministro Francisco Sá Carneiro e do antigo bispo do Porto António Ferreira Gomes.

Na mesma cerimónia, o arquiteto Siza Vieira receberá das mãos do Presidente da República a Grã-Cruz da Ordem da Instrução Pública.

O tradicional Desfile Popular do 25 de Abril está marcado para as 15h, na Avenida da Liberdade, em Lisboa, contando com a presença dos líderes partidários do BE e do PCP, Catarina Martins e Jerónimo de Sousa, respetivamente.

O primeiro-ministro, António Costa, irá prosseguir as comemorações do Dia da Liberdade à tarde, voltando a abrir aos cidadãos, a partir das 14h30, os jardins da residência oficial, onde haverá um concerto de Jorge Palma e a leitura de poemas pelo ex-candidato presidencial Manuel Alegre.

Pelos jardins de São Bento, vão também passar vários membros do Governo, em particular o ministro da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes, sendo ainda inaugurada uma escultura de Vhils, que invoca os princípios da revolução.

No final do discurso do Presidente da República, apenas os deputados do BE e do PCP permaneceram sentados, não aplaudindo.

 

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