O tatu-bola, denominação comum para as espécies de tatu do género Tolypeutes, foi escolhido para símbolo do Mundial 2014. Ele está em todos os materiais promocionais da FIFA, que organiza o torneio, e dos seus parceiros; posa ao lado de celebridades e ex-futebolistas e tem a sua imagem comercializada em vários produtos.

No entanto, o tatu-bola – o verdadeiro, que se encontra ameaçado e em perigo de extinção – ainda não lucrou rigorosamente nada com esta promoção. É isso que afirma a ONG Associação Caatinga.

“A FIFA não repassa nada para a conservação, nem uma parcela do que eles lucram explorando a marca da mascote Fuleco”, frisou Roberto Castro, secretário-executivo da ONG, ao Folha de S. Paulo.

Roberto Castro trabalha há vários anos para salvar a espécie e liderou, inclusive, uma campanha para a tornar na mascote oficial do campeonato do mundo. O responsável pediu à FIFA que distribuísse alguma parte dos lucros do mundial, nem que seja uma pequena parte, para a conservação do tatu-bola.

982112311a347b152e14bb49a8eb2a940fd097e5“Quando o tatu-bola foi escolhido para ser mascote do Mundial, em 2012, estávamos muito optimistas. Agora, o resultado prático é que quase nada mudou”, explicou o responsável, que critica também a falta de informação sobre as características naturais, habitat e estado de conservação do tatu-bola nos produtos a si vinculados.

O tatu-bola vive sobretudo na caatinga e tem sofrido com a destruição do seu habitat. Nos últimos dez anos, houve um declínio de 30% na população.

Contactada pelo Folha de S.Paulo, a FIFA explicou que admira muito o trabalho da Associação Caatinga e que um dos seus patrocinadores, a Continental Pneus, financiou-a durante 2013. De acordo com Roberto Castro, porém, o suporte já terminou e a FIFA e outros parceiros já decidiram que não vão investir na conservação do tatu-bola.

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