O relatório de danos da intempérie da semana passada no Oeste e no Ribatejo só estará concluído na próxima semana, mas a Direção Regional de Lisboa e Vale do Tejo estima que os prejuízos cheguem aos seis milhões de euros.

“Na região do Oeste estão identificados, em termos de visitas realizadas e relatórios, cerca de 35 produtores com uma área de 140 hectares e há uma estimativa de prejuízos superior a três milhões de euros”, disse à Lusa o diretor regional de Agricultura, Nuno Russo.

No Ribatejo, segundo o responsável, “os danos são quase na mesma ordem de grandeza, com menos prejuízos em termos de valor e em termos de áreas, mas com praticamente o mesmo número de agricultores afetados”.

O mau tempo do último fim de semana, com vários distritos do país a serem atingidos por ventos e chuvas fortes, afetou praticamente todos os 20 concelhos abrangidos pela Direção Regional de Agricultura e Pescas de Lisboa e Vale do Tejo, localizados na região Oeste, no Ribatejo e na Península de Setúbal.

No Oeste, Caldas da Rainha e Torres Vedras foram as zonas mais afetadas.

No Ribatejo os danos refletiram-se principalmente nas “zonas de Almeirim e Alpiarça, onde grandes empresas nacionais que têm ali as suas produções foram afetadas”, sublinhou Nuno Russo.

Os estragos fizeram-se sentir sobretudo “em estufas de morangos, frutos silvestres e plantas aromáticas”, concretizou.

De acordo com Nuno Russo, o levantamento dos prejuízos está a ser feito no terreno desde domingo e “vai prolongar-se até meio da próxima semana porque ainda há situações mais particulares e com menos prejuízos mas têm que ser levantadas”.

Nuno Russo falava nas Caldas da Rainha, onde hoje acompanhou a visita do secretário de Estado da Agricultura, José Diogo Albuquerque, a uma exploração com prejuízos superiores a um milhão de euros na sequência da intempérie que destruiu 20 hectares de estufas de morango na região.

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