A candidatura do centro histórico de Mbanza Congo, norte de Angola, a património mundial da UNESCO deu entrada naquele organismo na sexta-feira, sete anos depois de iniciado o processo, anunciaram as autoridades angolanas.

A entrega formal da candidatura daquela cidade histórica da província angolana do Zaire foi feita em Paris, na sede daquela organização, cumprindo-se desta forma o calendário anunciado em 2014 pelo Ministério da Cultura de Angola, para a última fase dos trabalhos.

O projeto “Mbanza Congo, cidade a desenterrar para preservar”, que tem como principal propósito a inscrição desta capital do antigo Reino do Congo, fundado no século XIII, na lista do património mundial da UNESCO, foi oficialmente lançado em 2007.

Durante uma visita a Angola, este mês, o chefe da Unidade Africana do Centro do Património Mundial da UNESCO, Edmond Moukala, afirmou que os resultados da candidatura deverão ser conhecidos até junho de 2016.

O centro histórico de Mbanza Congo está classificado como património cultural nacional precisamente desde 10 de junho de 2013, um pressuposto indispensável para a sua inscrição na lista de património mundial. Envolve um conjunto cujos limites abrangem uma colina e que se estende por seis corredores. Inclui ruínas e espaços entretanto alvo de escavações e estudos arqueológicos, que envolveram especialistas nacionais e estrangeiros.

Os trabalhos arqueológicos realizados no local envolveram a medição da fundação de pedras descobertas no local denominado de “Tadi dia Bukukua”, supostamente o antigo palácio real.

A propósito da candidatura, a ministra da Cultura de Angola sublinhou a “urbanidade africana tropical antiga” daquela cidade histórica, “que ainda tem muito para nos revelar”, pelo que existem argumentos para garantir a classificação. “Nós acreditamos que, aquando da avaliação, eles vão ser aceites”, afirmou Rosa Cruz e Silva.

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