A multinacional de fast food McDonald’s admitiu que passará a comprar carne bovina sustentável a partir de 2016, de acordo com o GreenBiz. Segundo a empresa, esta medida vem ao encontro dos apelos ambientais crescentes e preocupação dos consumidores com a origem dos alimentos.

A empresa explica, porém, que ainda não sabe o que é carne sustentável, estando o conceito de “bife verde” ainda em construção. “A carne sustentável não vai ser definida pela McDonals’s…A chave é fazer que o conceito seja definido por um grupo de partes interessadas e de ampla coaligação. Precisamos de uma maior massa crítica”, explicou Bob Langert, vice-presidente de sustentabilidade da empresa.

Para chegar a um entendimento foi criada a Conferência Global sobre Carne Sustentável, um grupo composto por grandes players corporativos – Walmart, Cargill – e ONGs como a World Wildlife Fund (WWF). No ano passado, o grupo emitiu uma versão preliminar de um documento intitulado “Princípios e Critérios para a Carne Sustentável”.

Os princípios abrangem as pessoas (direitos humanos, ambiente de trabalho seguro e saudável); comunidade (cultura, o património, o emprego, os direitos à terra, saúde animal e bem-estar, segurança e qualidade alimentar); os recursos naturais (de saúde do ecossistema): e a eficiência e inovação (reduzindo o desperdício, optimizando a produção, a vitalidade económica).

A rede de fast-food afirma ainda que está comprometida em reduzir o impacto ambiental de seus produtos. A ideia parte de um princípio-base: se o negócio se sustenta na carne, então que seja carne mais ecológica — actualmente, 28% da pegada de carbono da empresa vem da proteína animal

A carne que abastece os mais de 30 mil restaurantes da rede no mundo não vem directamente de agricultores ou matadouros. A McDonald´s compra o produto congelado a partir de cerca de 20 empresas de processamento de alimentos em todo o mundo. Hoje, há cerca de 400 mil quintas animais que fornecem a rede de fast food.

Recorde-se que, em 2012, o famoso chef de cozinha Jamie Oliver tinha criticado a empresa de fast food devido à utilização de hidróxido de amónio nos produtos. A McDonald’s responde por 1,5% a 2% de todo o consumo de carne nos países em que opera.

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