Um homem que exercia medicina sem licença infetou mais de 100 pessoas com o vírus da imunodeficiência humana (VIH), no Camboja. Yem Chhrin enfrenta três acusações de homicídio e arrisca uma pena de prisão perpétua se for considerado culpado das três mortes, de espalhar intencionalmente o vírus e de exercer sem habilitação legal.

Chhrin foi detido em dezembro do ano passado, mas a prisão até ser viu para evitar o linchamento na aldeia onde vivia e onde se descobriu que 106 dos 800 habitantes tinham isso infetados pelo VIH – pessoas com idades dos 3 aos 82 anos. Pelo menos 10 já morreram, segundo a Associated Press.

O caso levou mesmo a que o primeiro-ministro do Camboja, Hun Sen, ordenasse um inquérito, com equipas do ministério da Saúde e da Organização Mundial de Saúde a deslocarem-se à remota aldeia de Roka, na província de Battambang.

O homem de 53 anos era considerado o médico da aldeia: embora não tivesse licença para exercer, era ele que prestava os cuidados médicos primários à população – uma situação que não é rara no país, dadas as falhas do sistema de saúde, informa a Associated Press.

A reciclagem das seringas terá estado na origem da contaminação, mas o homem garante que não teve a intenção de infetar os doentes.

O Camboja é muitas vezes dado como exemplo, a nível internacional, como um caso bem sucedido de combate ao VIH, depois de ter adotado uma campanha agressiva para impedir a disseminação do vírus. Nos anos 90 chegou a ter uma taxa de prevalência de 2%, que conseguiu baixar para 0,7%.

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