foto: bitjungle / Flickr

O Instituto de Avaliação Educativa (Iave) vai aumentar o grau de dificuldade dos exames nacionais de 2021 para evitar notas “demasiado elevadas”. Entretanto, até 22 de janeiro, cerca de 30 mil alunos vão ser testados para aferir o impacto da suspensão das escolas na sua aprendizagem.

Em declarações ao jornal Público, o presidente do Instituto de Avaliação Educativa (Iave), Luís Pereira dos Santos, reconheceu que o modelo usado nos exames nacionais do ensino secundário no último ano letivo contribuiu para que fossem dadas notas “demasiado elevadas”.

Assim, as provas deste ano vão manter os grupos de questões opcionais, mas, para evitar uma situação semelhante, haverá um aumento do grau de dificuldade das perguntas que vão ser feitas.

O modelo dos grupos de questões opcionais vai manter-se nos exames nacionais do ensino secundário e será estendido às provas finais de 9.º ano, onde apenas são avaliadas as disciplinas de Matemática e Português.

Apesar das notas “demasiado elevadas” nos exames nacionais, o presidente do Iave afirmou ao mesmo jornal que a solução encontrada “resultou” e concorda com a sua manutenção neste ano letivo. “As coisas têm que ser um bocadinho mais equilibradas e temos essa preocupação este ano, para que os efeitos sejam mitigados”, disse ainda Pereira dos Santos.

O Iave pretende garantir que as perguntas que são apresentadas em alternativa têm um grau de dificuldade e complexidade semelhante. As mudanças deverão também atingir os grupos de resposta obrigatória.

Segundo o Público, no ano passado, as perguntas mais difíceis quase não tiveram impacto nas classificações: ou os estudantes não responderam ou, por terem tido piores resultados, foram excluídas da contabilidade final.

Estudo do ministério testa 30 mil alunos

O Ministério da Educação vai testar cerca de 30 mil anos do 3.º, 6.º e 9.º anos no início do 2.º período para perceber de que forma a suspensão das aulas do ano letivo passado afetou as suas aprendizagens, avança o jornal Público este sábado.

O teste vai ser feito em 154 agrupamentos públicos – que totalizam 1.247 estabelecimentos de ensino – do continente, e outras 79 escolas nos Açores e Madeira, bem como 102 colégios.

Chamado “Diagnóstico de Aferição das Aprendizagens”, o estudo pedido pelo Ministério da Educação será feito em moldes semelhantes aos de provas internacionais como o PISA (Programme for International Student Assessment) ou o TIMSS (Trends in International Mathematics and Science Study).

O estudo vai focar-se em três áreas: Matemática, Ciências e Leitura e Informações. As questões têm por base competências que estão previstas no Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória, em dimensões como linguagens e textos, raciocínio e resolução de problemas, pensamento crítico e pensamento criativo, científico, técnico e tecnológico.

O teste será dividido em três partes – uma para cada disciplina – sendo dedicados 30 minutos a cada tarefa, com intervalos entre cada uma. No final, os estudantes vão responder a um questionário, onde se pretende recolher dados sobre a forma como cada escola lidou com o ensino à distância.

As tarefas são respondidas através de um computador. O sistema informático define aleatoriamente as questões apresentadas a cada estudante.

Os cerca de 30 mil alunos vão ser testados até 22 de janeiro e as escolas estão autonomia para marcar os dias em que cada turma vai responder ao exame.

Os resultados serão divulgados através de um relatório público, que deverá ser conhecido em março.

ZAP //

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