A alteração da avaliação no ensino básico continua a levantar polémica. Num parecer aprovado a semana passada pelo Conselho de Escolas (CE), organismo que representa os diretores, mostra descontentamento com o fim dos exames de 6ºano já este ano letivo.

Acabar com os exames do ensino básico, foi uma das primeiras medida do Ministério da Educação, deste novo governo. Medida que não gerou consenso e que levantou recentemente as vozes do CE e do Conselho Nacional de Educação, que acreditam na necessidade da realização deste tipo de avaliação.

A pedido do Ministério o CE emitiu um parecer, aprovado por maioria dos seus membros, que dá ênfase ao facto de que qualquer alteração no quadro legislativo “não deve aplicar-se, nunca, no decorrer do presente ano lectivo”.

No referido documento pode ainda ler-se que “O Conselho vê com alguma preocupação o facto de os alunos passarem por dois ciclos de estudos sem qualquer avaliação externa que certifique se desenvolveram ou não as aprendizagens definidas para cada um deles”.

A opinião da maioria dos diretores parece assim ir contra ao anunciado por Tiago Brandão Rodrigues, que no fim de janeiro, em audição parlamentar afirmou que a “grande maioria dos directores” com quem já havia falado, estava de acordo com as “premissas que subjazem ao novo modelo de avaliação para o ensino básico, com o próprio modelo e até com a sua calendarização”.

Ainda no parecer, a CE defende que o sistema ganharia equilíbrio, qualidade e crédito “se coexistissem estes dois instrumentos de avaliação externa”, as provas finais e as de aferição, propondo a sua realização no 4.º e no 8.º ano.

Em declarações à Lusa o Ministro da Educação, reagiu ao parecer dizendo que o novo modelo de avaliação será para aplicar já este ano letivo, acrescentando ainda que “Nas minhas apresentações iniciais tive o cuidado de ter sempre um tópico dedicado ao porquê da implementação neste ano lectivo e sobre a urgência de intervir [na avaliação]. Os directores entenderam que era premente modificar o modelo e entenderam a pertinência de o aplicar neste momento em concreto”.

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