O governo moçambicano deve reforçar o quadro institucional por forma a aumentar a colecta de receitas, gerir de uma forma adequada a dívida pública e melhorar a planificação dos investimentos, de modo a criar bases sólidas para reduzir os índices da pobreza,sugere o último relatório conjunto elaborado pelo Banco Africano para o Desenvolvimento (BAD), Comissão Económica de África (OCDE) e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Segundo o relatório, intitulado African Economic Outlook, divulgado nesta segunda-feira em Marrocos, apesar do elevado e sustentado crescimento económico registado em mais de uma década, a economia de Moçambique manteve-se inalterada em termos estruturais, o que limita a sua capacidade para reduzir a pobreza.

Com um crescimento económico de 7,4% em 2012, Moçambique deverá registar taxas de crescimento de 8,5% este ano e de 8% em 2014, devido ao acréscimo progressivo na extração e exportação de carvão, execução de grandes projectos de infra-estruturas e expansão do crédito ao sector privado.

No entanto, o investimento público e a quebra registada nos valores de ajuda internacional, vão fazer aumentar a pressão sobre as contas públicas, com o défice orçamental a piorar de 8,2% no ano passado para 9,2% este ano e para 9,5% em 2014, refere o relatório.
O estudo refere ainda que “apesar de os grandes projetos não estarem a ter um impacto significativo nas receitas estatais, Moçambique deve chegar a 2025 já integrado nas economias de rendimento médio”.

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