Um total de 61 pessoas morreram e 120 ficaram feridas na sexta-feira durante um motim na prisão de Uribana, no Estado de Lara (nordeste da Venezuela), divulgou hoje um relatório das fontes hospitalares.

“Atualmente há 61 mortos”, a maioria dos quais perderam a vida com “armas de assalto”. Dos 120 feridos, cerca de 90 receberam alta hospitalar, enquanto que 18 permanecem internados no hospital de Uribana e 12 num hospital militar local, disse à AFP Ruy Medina, diretor do Hospital Central Antonio Maria Pineda.

O Governo ordenou uma investigação sobre a tragédia, que já se revelou um dos episódios mais sangrentos das últimas décadas ocorridos em prisões do país.

O motim aconteceu após buscas na prisão para encontrar armas, sendo que a penitenciária teve agora de ser totalmente evacuada, com todos os reclusos a serem transferidos para outras prisões. O Governo venezuelano prometeu mais esclarecimentos sobre o incidente para segunda-feira.

De acordo com o Observatório Venezuelano das Prisões, a prisão de Uribana foi construida para albergar cerca de 850 detidos, apesar de no momento do incidente contar com 2500. Os números oficiais de presos no país ascendem aos 50 000, no entanto as infraestruturas venezuelanas só estão preparadas para acolher cerca de 14 000, de acordo com a Organização Não Governamental.

Em agosto do passado ano pelo menos 25 pessoas foram mortas e 43 ficaram feridas em confrontos entre gangues na prisão de Yare I, perto de Caracas. Também em junho de 2011 um sangrento motim na prisão de Rodeo causou 30 mortes e fez com que vários presos conseguissem escapar.

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