Miguel Oliveira estava obrigado a vencer para ter alguma possibilidade de conquistar o primeiro título de Campeão do Mundo para Portugal e a verdade é que o piloto da Red Bull KTM Ajo fez tudo desde o apagar das luzes. Com uma fantástica partida desde a quarta posição da grelha, Oliveira salto para liderança na primeira curva e controlou a corrida de início a fim, apesar de em alguns momentos ter chegado a rodar em terceiro.MO_1

Sem nunca receber informações do que se passava com o rival Danny Kent (Leopard Racing), Oliveira tratou sempre de recuperar a liderança da prova nos melhores momentos para garantir a sexta vitória e o sexto resultado consecutivo nos dois primeiros para concluir o seu último ano na Moto3™ na segunda posição da geral, a seis pontos de Kent, com quem fará dupla no próximo ano na Moto2™.

Enquanto isso, atrás dele Efrén Vázquez (Leopard Racing), Romano Fenati (SKY Racing Team VR46), que chegaram a passar pela liderança da corrida, e Niccolò Antonelli (Ongetta-Rivacold) desentendiam-se na última curva e sofriam queda. Um contratempo que dava de bandeja a segunda posição a Jorge Navarro (Estrella Galicia 0,0), que também tinha passado pela primeira posição, e o mais baixo do pódio a Jakub Kornfeil (Drive M7 SIC), isto enquanto Kent se viu promovido ao nono lugar.

O colega de equipa de Oliveira, Brad Binder foi quarto, à frente de Enea Bastianini (Gresini Racing Team Moto3), Isaac Viñales (RBA Racing Team) e do homem da pole John McPhee (Saxoprint RTG).

Oitavo acabou por ser Hiroki Ono. Companheiro de equipa de Kent, o nipónico não largou a roda do britânico depois deste o ultrapassar e acabou mesmo por terminar à sua frente, enquanto Philipp Oettl (Schedl GP Racing) completou a lista dos dez primeiros.

Miguel Oliveira fez tudo o que podia fazer ao vencer,  mas não foi o bastante para o 9º lugar de Danny Kent, o primeiro britânico a sagrar-se Campeão do Mundo desde Barry Sheene nas 500cc em 1977.

1º Miguel Oliveira: “Tenho sentimentos mistos; sabia que era muito complicado conquistar o título, mas ao ser capaz de lutar por ele até final comecei a acreditar. Ganhei a corrida, a última da minha carreira na Moto3™, e estou contente pela equipa porque fizemos uma temporada incrível. Quero agradecer a toda a equipa o grande trabalho que levámos a cabo.”Navarro_1

2º Jorge Navarro: “Estou muito contente, não apenas com a corrida, mas com o fim‑de‑semana. Correr em casa é sempre motivador, mas também traz alguma pressão extra e penso que lidei bem com isso. Sabia que tinha possibilidades de vencer a corrida; estava muito confortável no grupo da frente. Nas últimas voltas tentei atacar e vi que o Miguel Oliveira também queria estar na liderança, pelo que decidi esperar pela última curva. Fiz sempre a última curva em segunda velocidade, mas para ter mais rotação tinha de a fazer em primeira. Quando fiz a passagem de caixa a moto escorregou um pouco mais que o habitual e não consegui ultrapassar o Miguel. O segundo lugar é um resultado muito bom e estou desejoso por começar a trabalhar para o próximo ano.”kent_1

9º Danny Kent: “Não houve nenhum problema com o Ono. O mais importante é que estava a controlar a distância para os que vinham atrás já que tinha de terminar entre os 14 primeiros. Não me preocupava muito o facto do Hiroki lá estar. Foi uma libertação absoluta já que podíamos ter conquistado o título nas últimas quatro corridas e não conseguimos. Acabámos por conseguir. Muito obrigado à minha família e à minha equipa, bem como aos patrocinadores e aos meus fãs.”

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