Carmelo Ezpeleta,  CEO da Dorna Sports, , deu esta quarta feira, uma entrevista ao MotoGP™ sobre os planos para 2020.

“Hoje anunciamos o cancelamento de três Grandes Prémios; Alemanha, Assen e Finlândia. O motivo é que uma vez que estamos a pensar na possibilidade de recomeçar em Julho, sem espectadores devido às restrições das autoridades locais, será difícil realizar  qualquer um destes Grandes Prémios.

É este o motivo porque decidimos com os três promotores que estes eventos não se realizariam este ano, pelo que não fazia sentido colocá-los em datas posteriores “.

P: É a primeira vez que Assen não estará no calendário …

“É motivado pela situação que vivemo. Este problema do coronavírus é algo que nunca vimos. As autoridades da Holanda proibiram os eventos até o final de agosto e, portanto, é completamente impossível, em Assen, organizar um Grande Prémio sem espectadores “.

P: A F1 anunciou um calendário. Será também possível realizar um calendário de MotoGP?

“A nossa ideia é começar no final de julho. Onde e quando ainda estão para ser decididos. Temos certeza de que nosso calendário inicial começará na Europa e decorrerá entre final de julho e novembro.  Veremos o que se vai passando entretanto e, se as corridas fora da Europa serão possíveis depois de novembro. No pior dos casos, se não for possível viajar para fora da Europa, pelo menos teremos um campeonato com 10 a 12 corridas entre o final de julho e o final de novembro.”

 P: A Bridgepoint comprou 10.000 testes de coronavírus. O que nos pode dizer sobre isso? 

“Estamos a trabalhar apenas nos 10.000  testes de coronavírus que acertamos com a Bridgepoint. O que estamos a fazer é tentar criar um protocolo, que é a maneira como trabalhamos na Dorna, ver se as corridas podem ter espectadores e um número limitado de pessoas a trabalhar no paddock, o que nos dá diferentes situações em relativamente ao transporte e  alojamento. Todos os intervenientes serão testados antes de sair de casa, quando chegarem ao circuito e também quando voltarem para casa. É esta a ideia. Estamos a trabalhar com outra empresa pertencente à Bridgepoint para adquirir os 10.000 testes “.

P: Qual a possibilidade de ter várias corridas no mesmo circuito? 

“Estamos a considerar essa situação. Talvez não fazer as corridas durante o mesmo fim de semana mas em dois fins de semana consecutivos no mesmo circuito”.

P: Como estão as relações com os pilotos, equipas e fabricantes?

“Temos contactos regulares. Há duas semanas, tivemos uma reunião com todos os fabricantes e já decidimos as regras técnicas para 2020 e 2021 para as três categorias. Converso regularmente com todos sobre nossos planos para o futuro próximo. Alguns pilotos ligam-me e fico feliz por discutir esta situação com eles. Devo dizer que todos estão saudáveis ​​e ansiosos por começar o mais rápido possível.

Eles entendem que se trata de uma situação diferente, todos querem  começar o mais rápido possível, mas de maneira segura.

No programa inicial, até estávamos a pensar na possibilidade de viajar de carro, se fosse necessário, mas acho que até julho, com muitas medidas de segurança, será possível voar dentro da Europa”.

P: Qual a mensagem para os fãs?

“O principal foco é manter os nossos números fantásticos em relação ao interesse pelo MotoGP™ em todo o mundo. Será difícil ter espectadores nas corridas, mas teremos a nossa fantástica cobertura televisiva, o que permitirá que a maioria das pessoas assista às corridas.Depois de muitos meses sem corridas de moto, a nossa expectativa é que haverá mais pessoas a assisti-las. A minha mensagem é que voltaremos e sairemos mais fortes depois desta situação. Não estamos a trabalhar apenas em 2020, mas para 2021 e anos seguintes,  estamos a tentar manter as corridas, que é o mais importante. ”

P: Quantos membros da organização  estarão presentes no paddock?  Como se vão implementar as medidas de redução de pessoal? 

“Conversámos com as equipas e chegamos a um consenso de que o número máximo para uma equipa oficial de MotoGP será 40, para as equipas satélite ou independentes serão 25, 20 para Moto2 e 15 para Moto3. Claro que haverá também as pessoas que produzem os conteúdos de televisão e o número mínimo de pessoas da Dorna que serão responsáveis ​​pela organização das corridas. Tudo somado será uma média de cerca de 1600 pessoas.

Este é o menor número possível da família do MotoGP™.  Neste  momento não haverá nem media nem TV. Talvez, mas não tenho certeza, alguns fotógrafos forneçam imagens a todos

P: Qual é a situação do WorldSBK?

“Com as Superbike, estamos na mesma situação. Estamos a trabalhar. A ideia é que, como muitos dos circuitos nos quais delineamos participar com o MotoGP também se possam realizar as corridas de Superbike, talvez possamos ter corridas de Superbike no fim de semana imediatamente a seguir ao das corridas de MotoGP. Isso é algo que estamos a estudar junto da organização das Superbike para conseguirmos o melhor calendário possível, mas é também uma prioridade para nós, termos corridas de Superbike. “

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